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Operação da Polícia Federal mira deputado nesta terça-feira(13) e bloqueia R$ 24 milhões

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A Polícia Federal realizou busca no apartamento funcional utilizado pelo parlamentar em Brasília, como parte da apuração sobre o possível envolvimento no direcionamento e no desvio de recurso

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Em ação conjunta com a CGU e a Receita Federal, PF cumpre mandados na Bahia e no Distrito Federal

Kamila Arruda

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (13) uma nova ofensiva contra um esquema de desvio de recursos públicos ligados a emendas parlamentares, cumpriu mandados de busca contra investigados na Bahia e no Distrito Federal e determinou o bloqueio de R$ 24 milhões para conter a movimentação de dinheiro suspeito.

A ação integra a nona etapa da Operação Overclean e conta com apoio da Controladoria-Geral da União e da Receita Federal. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, onde tramita o inquérito que apura a atuação de uma organização criminosa voltada à apropriação indevida de verbas públicas.

O principal alvo desta fase é o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA). A Polícia Federal realizou busca no apartamento funcional utilizado pelo parlamentar em Brasília, como parte da apuração sobre o possível envolvimento no direcionamento e no desvio de recursos.

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PF faz busca contra deputado e bloqueia R$ 24 milhões em investigação sobre emendas. – Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados.

Segundo os investigadores, o grupo teria montado uma estrutura para fraudar procedimentos administrativos, viabilizar a liberação de recursos públicos e, posteriormente, ocultar a origem dos valores por meio de mecanismos de lavagem de dinheiro. As apurações indicam a existência de pagamentos ilícitos, manipulação de processos de contratação e uso de empresas para dar aparência legal ao dinheiro.

O bloqueio judicial de R$ 24 milhões atinge contas de pessoas físicas e jurídicas sob investigação e tem como objetivo impedir a dissipação do patrimônio e assegurar eventual devolução aos cofres públicos.

Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas fases da operação podem ser deflagradas conforme o avanço das apurações.

Redação/Com Assessoria