
O Governo Federal suspendeu oficialmente o edital de dragagem do Rio Tapajós após protestos e mobilizações de povos indígenas da região, que se manifestaram contra a falta de diálogo e os possíveis impactos ambientais e socioculturais do projeto.
De acordo com nota oficial, o pregão foi suspenso e será criado um grupo de trabalho para reavaliar a proposta, com a participação direta de representantes indígenas e de outros setores envolvidos. A medida busca garantir o debate amplo sobre os efeitos da dragagem no território, no modo de vida das comunidades tradicionais e no equilíbrio ambiental da bacia do Tapajós.
O governo também anunciou que será elaborado um cronograma de consulta prévia, livre e informada, conforme determina a legislação brasileira e convenções internacionais das quais o Brasil é signatário. A consulta é uma reivindicação central dos povos indígenas, que protestaram alegando que não foram ouvidos antes do lançamento do edital.
As manifestações indígenas chamaram a atenção para os riscos da dragagem, como o aumento do assoreamento, impactos na pesca, na qualidade da água e ameaças a áreas consideradas sagradas. Diante da pressão e do questionamento das comunidades, o Executivo decidiu interromper temporariamente o processo e abrir espaço para o diálogo.
A suspensão do edital é vista pelos indígenas como uma vitória momentânea, mas as lideranças afirmam que seguirão mobilizadas para garantir que qualquer decisão sobre o Rio Tapajós respeite seus direitos, territórios e formas tradicionais de vida.
Redação Folha de Colider
Imagem: reprodução rede social







