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NÚMERO ALARMANTE: cada 12 minutos, uma mulher é vítima de violência em Mato Grosso

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Mesmo com 7,7 mil medidas protetivas, 18 mulheres já foram assassinadas

A violência contra a mulher continua fazendo vítimas em Mato Grosso e revela um cenário que exige atenção urgente de toda a sociedade. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPE), apontam que, entre janeiro e maio deste ano, foram registrados 18,5 mil casos de violência contra mulheres, o equivalente a uma média preocupante de 122 ocorrências por dia.

Os números mostram a dimensão do problema. Somente no período, foram contabilizadas 6,4 mil denúncias de ameaça, além de 3,2 mil casos de lesão corporal, 2,3 mil registros de injúria e mais de 1,1 mil ocorrências de difamação. São milhares de mulheres que tiveram sua integridade física, emocional e psicológica violada dentro e fora de seus lares.

Outro dado que chama atenção é o aumento dos pedidos de medidas protetivas. Nos cinco primeiros meses do ano, 7,7 mil mulheres buscaram na Justiça proteção contra seus agressores, demonstrando que cada vez mais vítimas estão rompendo o silêncio e denunciando a violência.

Entretanto, apesar das denúncias e dos mecanismos de proteção existentes, a realidade permanece alarmante. A face mais cruel dessa violência aparece nos casos de feminicídio. Apenas neste ano, 18 mulheres perderam a vida em Mato Grosso por serem mulheres, vítimas de crimes motivados pela condição de gênero, praticados, na maioria das vezes, por companheiros ou ex-companheiros.

Os números revelam mais do que estatísticas. Eles representam histórias interrompidas, famílias destruídas e mulheres que vivem diariamente sob o medo da violência. O cenário reforça a necessidade de fortalecer as políticas públicas de proteção, ampliar as redes de acolhimento e conscientizar a sociedade sobre a importância da denúncia e do combate a todas as formas de violência contra a mulher.

Enquanto uma mulher continuar sendo ameaçada, agredida ou assassinada por sua condição de gênero, a luta por respeito, proteção e igualdade continuará sendo uma responsabilidade de todos.

REDAÇÃO FOLHA DE COLIDER