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Onda de calor extremo provoca 40 mortes por afogamento na França em 5 dias

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Informação foi dada pelo primeiro-ministro francês nesta terça-feira (23), quando as temperaturas podem chegar até aos 44ºC no país.

Por Redação g1

  • A onda de calor extremo causou 40 mortes por afogamento na França desde 18 de junho. O governo anunciou os óbitos nesta terça-feira (23).
  • De acordo com a agência de notícias AFP, 90% dos franceses vivem em áreas onde as autoridades decretaram alerta vermelho ou alerta laranja por calor extremo.
  • Países como Itália e Reino Unido também enfrentam o calor extremo. A Europa está aquecendo a uma taxa mais que o dobro da média global.

A onda de calor extremo que vem afetando a Europa provocou 40 mortes por afogamento desde 18 de junho na França, “principalmente de jovens”, anunciou nesta terça-feira (23) o governo do país.

A informação foi dada pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, em uma reunião de emergência sobre a onda de calor — nesta terça, a França registrou a madrugada mais quente que o país tem registro, com temperaturas acima dos 25ºC.

A ministra dos Esportes, Marina Ferrari, disse que franceses têm pulado em canais e rios para se refrescar e alertou que as pessoas evitem nadar em áreas não autorizadas ou perigosas.

Homem mergulha em fonte perto da Torre Eiffel, em Paris, na França, em meio a onda de calor histórica no país europeu, en 22 de junho de 2026. — Foto: Abdul Saboor/ Reuters

Homem mergulha em fonte perto da Torre Eiffel, em Paris, na França, em meio a onda de calor histórica no país europeu, en 22 de junho de 2026. — Foto: Abdul Saboor/ Reuters

De acordo com a agência de notícias AFP, 90% dos franceses vivem em áreas onde as autoridades decretaram alerta vermelho ou alerta laranja por calor extremo nesta terça. As temperaturas podem chegar até a 43°C em algumas partes do oeste da França.

As condições climáticas durante a noite trouxeram pouco alívio, com cerca de 30 estações de monitoramento ainda registrando temperaturas acima de 25°C.

Em uma área de Paris, a Prefeitura ofereceu ingressos de cinema gratuitos para pessoas com menos de 25 anos ou mais de 65 anos, para uma pausa em um local climatizado. Alguns trens foram cancelados, inclusive entre Paris e Bruxelas.

A administração do Louvre anunciou nesta terça que o museu fechará duas horas mais cedo, às 16h, de quarta a sábado, devido à forte onda de calor na França.

“A França está funcionando em ritmo lento. As empresas, na medida do possível, estão implementando as recomendações para proteger seus funcionários”, disse Patrick Martin, presidente da MEDEF, associação patronal francesa, à BFM TV.

Franceses às margens do Canal Saint-Martin, em Paris, onde o banho foi liberado — Foto: REUTERS/Alice Sacco

Franceses às margens do Canal Saint-Martin, em Paris, onde o banho foi liberado — Foto: REUTERS/Alice Sacco

Outros países também sofrem com o calor intenso

Reino UnidoItáliaEspanha e Bélgica também estão sendo atingidos pela onda de calor.

Na Itália, o Ministério da Saúde emitiu o alerta máximo para 15 cidades e o governo tomou medidas para suspender ou reduzir as atividades em determinados setores. A capital do país, Roma, é uma delas.

No Reino Unido, dezenas de escolas anunciaram que fecharão mais cedo, devido aos prédios antigos não serem adequados para salas de aula com mais de 30 crianças, e o serviço meteorológico emitiu o alerta de calor de nível máximo para partes do centro e sul da Inglaterra para os próximos dois dias.

“Um período excepcional de clima quente e úmido é esperado em toda esta região”, abrangendo Londres, Birmingham, Bath e outras áreas da Inglaterra, disse o Met Office em um comunicado.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, a Europa está aquecendo a uma taxa mais que o dobro da média global, tornando cada vez mais prováveis ​​episódios prolongados de calor.

Onda de calor extremo atinge Paris, na França — Foto: Reuters/Abdul Saboor

Onda de calor extremo atinge Paris, na França — Foto: Reuters/Abdul Saboor

Termômetro em Rennes, no oeste da França, em 22 de junho de 2026. — Foto: Jeremias González/ AP

Termômetro em Rennes, no oeste da França, em 22 de junho de 2026. — Foto: Jeremias González/ AP