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Pecuária Vive Semestre de Valorização; Norte de Mato Grosso Registra Arroba na Faixa dos R$ 337

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O mercado pecuário brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2026 com um cenário bastante favorável aos produtores, impulsionado pela baixa oferta de animais prontos para o abate, pela valorização do bezerro e pelo forte ritmo das exportações de carne bovina. A elevada participação das fêmeas nos abates ao longo dos últimos meses também contribui para reduzir a oferta futura de bois terminados, fortalecendo a tendência de preços sustentados em toda a cadeia produtiva.

De acordo com pesquisadores do Cepea, esse conjunto de fatores garantiu valorização em praticamente todos os segmentos da pecuária. Em junho, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ, referência para o Estado de São Paulo, registrou média de R$ 347,59 por arroba, valor 4,6% superior ao observado em janeiro deste ano, quando a média foi de R$ 332,14, considerando a atualização monetária pelo IGP-DI.

O maior preço do semestre foi registrado em abril, quando a arroba alcançou média de R$ 365,93, reflexo da transição entre a safra e a entressafra, período tradicionalmente marcado por menor disponibilidade de animais para abate. O desempenho chama a atenção porque, historicamente, os preços costumam apresentar recuo entre janeiro e junho, comportamento que não se repetiu em 2026.

Norte de Mato Grosso acompanha cenário positivo

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Na região Norte de Mato Grosso, importante polo da pecuária nacional, as cotações também permaneceram em patamar elevado durante o semestre. Embora tenham ocorrido ajustes pontuais nas últimas semanas de junho devido ao ritmo mais lento das negociações entre frigoríficos e pecuaristas, a arroba do boi gordo continuou sendo negociada na faixa de R$ 334 a R$ 335, demonstrando estabilidade e boa remuneração aos produtores da região.

Especialistas destacam que municípios como Colíder, Alta Floresta, Sinop, Matupá, Guarantã do Norte e demais cidades do Nortão seguem sendo favorecidos pela forte demanda da indústria frigorífica, principalmente das plantas habilitadas para exportação ao mercado chinês.

A expectativa para o segundo semestre permanece otimista. A continuidade da demanda internacional, especialmente da China, aliada à oferta limitada de animais terminados, deverá manter o mercado aquecido. Caso o consumo interno apresente recuperação e as exportações permaneçam em ritmo elevado, a tendência é de que a arroba continue valorizada, consolidando 2026 como um dos melhores anos recentes para a pecuária de corte brasileira.

Redação FC/com informações Cepea/Esalq