
Anvisa aprova cinco novos medicamentos com semaglutida, ampliando a concorrência no mercado e as opções de tratamento no Brasil
Valdir Antonelli, editado por Bruno Capozzi

A Anvisa aprovou o registro de cinco novos medicamentos à base de semaglutida, substância usada no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e amplia a concorrência nesse mercado.
Por enquanto, ainda não há previsão de quando os produtos chegarão às farmácias nem quais serão seus preços.

Cinco novos medicamentos recebem aval da Anvisa
A autorização contempla cinco formulações injetáveis de semaglutida, princípio ativo conhecido por integrar as chamadas “canetas emagrecedoras“. A medida foi publicada nesta quarta-feira (29) e amplia o número de fabricantes autorizados a atuar nesse segmento após o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil.
Todos os produtos seguem o mesmo formato: solução injetável para aplicação subcutânea, acompanhada de caneta aplicadora e agulhas. O registro foi concedido como “medicamento novo (novo IFA análogo) por via de desenvolvimento abreviado”.
Os medicamentos aprovados são:
- Zempneo, da Brainfarma;
- Semavy, da Cosmed;
- Orsema, da Ranbaxy;
- Seemasun, da Sun Farmacêutica;
- Owozy, da Ávita Care.
Todos possuem concentração de 1,34 mg/mL e serão comercializados em cartuchos de 1,5 mL e 3 mL.
Por que a semaglutida ficou tão conhecida?
A semaglutida está presente em medicamentos como Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e Wegovy, aprovado para obesidade. Além de ajudar no controle da glicemia, o princípio ativo reduz o apetite. Foi justamente essa combinação que impulsionou sua popularidade nos últimos anos.
Com a procura em alta, também cresceram os relatos de escassez e as reclamações sobre os preços.
Isso, porém, não significa que as novas canetas estarão disponíveis imediatamente. A resolução da Anvisa não informa quando as vendas começarão nem quais serão os valores cobrados. As indicações terapêuticas específicas de cada produto também não foram detalhadas.

O que muda para os pacientes?
A decisão ocorre poucos meses depois da aprovação do Ozivy, da EMS, primeiro concorrente nacional autorizado após a queda da patente da semaglutida.
Por se tratar de uma molécula complexa, esses medicamentos passam por uma análise rigorosa. A Anvisa avalia critérios como qualidade, segurança, eficácia, imunogenicidade e controle de impurezas antes de conceder o registro.
A entrada de novas fabricantes tende a ampliar a oferta de medicamentos nos próximos anos. Mesmo assim, ainda é cedo para saber quando isso poderá influenciar os preços ou a disponibilidade nas farmácias. Como a semaglutida exige um processo regulatório específico, esses produtos não são classificados como genéricos tradicionais.
Com os registros aprovados, o próximo passo será a chegada dessas novas canetas ao mercado, algo que ainda depende do planejamento comercial de cada fabricante.







