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Nova vacina contra câncer de pele reduz risco de volta da doença; fase final de testes

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Rinaldo de Oliveira

A vacina experimental contra o câncer de pele é um tratamento personalizado com RNA mensageiro, desenvolvido pela MSD e Moderna. Ela reduziu a volta do melanoma e a metástases quando combinada ao Keytruda. - Foto: Freepik

A vacina experimental contra o câncer de pele é um tratamento personalizado com RNA mensageiro, desenvolvido pela MSD e Moderna. Ela reduziu a volta do melanoma e a metástases quando combinada ao Keytruda. – Foto: Freepik

Uma nova vacina personalizada contra o melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, apresentou resultados positivos na fase 3 de testes clínicos. O tratamento desenvolvido pela MSD e pela Moderna reduziu o risco de a doença voltar ou se espalhar para outras partes do corpo após a retirada do tumor.

O estudo, chamado INTerpath-001, envolveu 1.137 pacientes com melanoma nos estágios IIB a IV que haviam passado por cirurgia para retirar completamente o câncer, mas ainda apresentavam risco elevado de recidiva.

Os resultados foram anunciados nesta quarta-feira, 19 de agosto. A combinação da vacina intismeran autogene com o imunoterápico Keytruda apresentou resultados significativamente melhores do que o uso do Keytruda sozinho nos dois principais objetivos do estudo: tempo sem retorno do câncer e tempo sem metástase à distância.

Vacina é feita para cada paciente

Apesar do nome, o tratamento é diferente das vacinas tradicionais usadas para prevenir doenças. A intismeran autogene é produzida individualmente para cada paciente.

Os cientistas analisam as mutações presentes no tumor e, a partir dessas informações, desenvolvem uma vacina de RNA mensageiro capaz de ensinar o sistema imunológico a reconhecer características específicas das células cancerígenas.

A ideia é fazer com que as defesas do organismo encontrem e ataquem células tumorais que possam ter permanecido no corpo mesmo depois da cirurgia. O tratamento é administrado junto com o Keytruda, nome comercial do pembrolizumabe, uma imunoterapia já utilizada contra diversos tipos de câncer, incluindo o melanoma.

Números completos ainda serão apresentados

A MSD e a Moderna informaram que a melhora observada na fase 3 foi estatisticamente significativa e clinicamente relevante. As empresas, porém, ainda não divulgaram os números completos que mostram exatamente quanto o risco de recidiva e metástase caiu neste estudo.

Os dados detalhados serão apresentados em um congresso médico e submetidos às autoridades regulatórias.

Em um estudo anterior, de fase 2, a mesma combinação já havia mostrado resultados promissores. Após cinco anos de acompanhamento, houve redução de 49% no risco de recorrência da doença ou morte em comparação com o Keytruda usado sozinho.

Agora, com o resultado positivo da fase 3, o tratamento entra em uma etapa decisiva antes de uma possível aprovação.

Para outros tipos de câncer

A tecnologia também está sendo estudada para outros tumores.

A MSD e a Moderna realizam pesquisas com a vacina personalizada de RNA mensageiro em câncer de pulmão, bexiga, rim, pâncreas e estômago.

A intismeran autogene ainda é experimental e não está disponível para uso rotineiro em pacientes.

Por enquanto é uma grande esperança.A vacina experimental contra o câncer de pele é um tratamento personalizado com RNA mensageiro, desenvolvido pela MSD e Moderna. Elreduziu a volta do melanoma e a metástases quando combinada ao Keytruda. – Foto: Freepik

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