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Carlos Fávaro e mais sete ministros de Lula saem derrotados nas eleições

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Thalyta Amaral

Foto: Divulgação

Carlos Fávaro (PSD), senador por Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura do governo Lula (PT), está entre os oito integrantes da Esplanada que deixaram os cargos para disputar as eleições e acabaram derrotados nas urnas neste domingo (4). Em Mato Grosso, Fávaro terminou a corrida pelo Senado em quarto lugar e não conseguiu renovar o mandato.

Fávaro recebeu 411.020 votos, o equivalente a 11,5% dos votos válidos. As duas cadeiras em disputa pelo estado ficaram com Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL).

Nascido em Bela Vista do Paraíso, no Paraná, Fávaro construiu sua trajetória empresarial e política em Mato Grosso. Foi vice-governador do estado entre 2015 e 2018 e chegou ao Senado após vencer a eleição suplementar de 2020, realizada para preencher a vaga aberta com a cassação de Selma Arruda.

Em 2022, Fávaro coordenou a campanha de Lula em Mato Grosso e, após a vitória do petista, assumiu o Ministério da Agricultura e Pecuária. Ele deixou a pasta neste ano para tentar permanecer no Senado por mais oito anos.

A derrota de Fávaro faz parte de uma série de fracassos sofridos por ex-integrantes do primeiro escalão do governo. Dos 16 ministros que deixaram a gestão Lula para concorrer nas eleições, oito foram derrotados.

Entre os que ficaram sem mandato estão nomes de destaque do Governo. Em São Paulo, Fernando Haddad (PT), que deixou o Ministério da Fazenda para concorrer ao Governo estadual, foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Márcio França (PSB), ex-ministro do Empreendedorismo e candidato a vice na chapa, também saiu derrotado.

Em Alagoas, Renan Filho (MDB), que comandava o Ministério dos Transportes, tentou retornar ao governo estadual, mas não conseguiu vencer a disputa.

A corrida pelo Senado concentrou a maior parte das derrotas entre os ex-ministros. Dos sete que entraram na disputa por uma cadeira na Casa, cinco foram derrotados.

Além de Fávaro em Mato Grosso, Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento, e Marina Silva (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente, não conseguiram se eleger por São Paulo.

No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), que deixou a Secretaria de Relações Institucionais, também não conseguiu chegar ao Senado. No Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta (PT), ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social, completa a relação dos cinco derrotados na disputa pela Casa.