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Responsabilidade, Planejamento e Entrega de Resultados

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                 Em momentos de crise como o que vivemos atualmente no estado de Mato Grosso e no Brasil, colocar as questões sob uma perspectiva adequada é fundamental. Embora o pessimismo tenha tomado conta das conversas de bar, das reuniões de família e dos papos entre amigos, há que se fazer uma análise temporal para que possamos entender de onde viemos, onde estamos e quais os caminhos que se apresentam.

               O país enfrenta uma grave crise que eclodiu em 2015, e o agravamento dela neste ano de 2016 impôs ao Estado de Mato Grosso novos e grandes desafios. Havia, no começo do ano passado, uma ideia de que Mato Grosso não seria afetado pelo cenário nacional, mas desde o primeiro dia da gestão do governador Pedro Taques sabíamos que este risco era grande.

             Se o Estado tivesse sido bem gerido no passado, teria “gordura” e capacidade de enfrentamento de crise. Mas, infelizmente, isso não aconteceu: herdamos um Governo com R$ 82 mil na Conta Única, dívidas com fornecedores, obras inacabadas e sem provisão de recursos em caixa para que continuassem. Reajustes foram pactuados com os servidores, mas sem análise de capacidade de pagamento por parte do Governo. Em janeiro de 2015, o caos já batia à nossa porta.

               Trabalhamos desde o primeiro dia desta gestão tendo como o grande norte das ações o Plano de Governo apresentado à população nas eleições de 2014. Para cumprir com o que foi assumido e entregar um Estado com saúde financeira em 2018, a gestão precisou realizar o controle total dos cofres públicos. Fizemos isso. Todos os gastos, centavo por centavo, são controlados e a ordem geral é economizar. Não temos dinheiro para tudo e, por isso, determinamos o corte de 25% nas despesas de custeio da máquina pública. Contratos de locação de carros, imóveis e serviços estão sendo revistos a todo tempo e em todas as secretarias, como colocado no Decreto 675/2016.

               A partir desta semana, os servidores e as secretarias passam a trabalhar em um novo horário. Avançamos na tentativa de buscar economia nos gastos com água, luz e telefone. Para uns, isso pode soar como uma medida irrelevante, mas quando se valoriza o dinheiro público, cada Real faz muita diferença. Para a equipe do Governo Pedro Taques sempre foi assim: cada Real economizado no custeio é um Real a mais em Saúde, Segurança, Educação, Estradas.

                Desde o primeiro dia de Governo, nunca tivemos folga orçamentária, trabalhamos no limite. A crise nacional se agravou e chegou a Mato Grosso: no mês passado, as Receitas Tributárias Federais caíram 9%, e as Estaduais, 5%. O cinto está no último furo e continuamos apertando, economizando tostões que o Governo anterior desperdiçou em obras mal feitas, em incentivos fiscais concedidos de maneira escusa, em desonerações tributárias que não chegaram ao preço pago pelo consumidor final.

                         O passado não nos trará as respostas que precisamos para vencer os desafios do presente. As lições ficaram, práticas foram mudadas e o futuro, implacável, chega a cada dia. Temos que entregar resultados de agora até dezembro de 2018, a História nos julgará por isso. No momento, o Poder Executivo passa por dificuldades e os outros Poderes e Órgãos Constitucionais perceberam essa situação graças à transparência com que esta gestão trata as finanças do Estado. Somos parceiros porque entendemos que só assim é possível avançar para um novo momento.

                           Graças a este conjunto de medidas e esforços, conseguimos cumprir acordos de reajustes com os servidores, concedemos um valor de RGA em 2016 que parecia impossível de ser concedido e mantivemos a folha de pagamento em dia. Pagamos diversos fornecedores, quitamos dívidas que foram assumidas sem responsabilidade, economizamos no custeio da máquina. Fizemos nossas escolhas e avançaremos com responsabilidade, diálogo e transparência. A sociedade não suporta mais desmandos e o próximo Governo não receberá esqueletos nem heranças malditas, porque é a sociedade quem paga a conta. Precisamos unir forças e ter a convicção de que só juntos conseguiremos superar o atual cenário. 

               Trabalhamos muito, sempre no limite. Mesmo assim, bons resultados vieram e outros estão chegando. Só não vê quem não quer. Mas trataremos dos resultados que já entregamos em uma próxima oportunidade.

      Gustavo Oliveira

Secretário de Estado de Planejamento

Governo de Mato Grosso