
Se alguém chegasse hoje, no meio do manejo da granja, e oferecesse um copo de cerveja gelada produzida com água oriunda de dejetos de porco, a reação mais comum seria de espanto — ou até repulsa. Muita gente torceria o nariz sem pensar duas vezes. No entanto, por trás dessa ideia inusitada está uma constatação poderosa: aquilo que diariamente é tratado como lixo pode, na verdade, ser um recurso valioso desperdiçado.
A Embrapa Suínos e Aves acaba de demonstrar, na prática, que a água proveniente do tratamento de dejetos da suinocultura pode alcançar um nível de qualidade tão elevado que permite usos antes inimagináveis, inclusive na produção de bebidas. A chamada “cerveja de dejeto” rapidamente virou assunto no setor, mas o que está por trás dessa história vai muito além de uma curiosidade ou jogada de marketing.
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Trata-se de tecnologia aplicada com rigor científico, capaz de enfrentar um dos maiores gargalos da suinocultura moderna: o alto custo financeiro e ambiental do manejo de resíduos. Com processos avançados de tratamento, os dejetos deixam de ser um problema e passam a integrar um modelo de economia circular, no qual água e nutrientes são reaproveitados de forma segura e sustentável.
Na prática, isso significa redução de custos para o produtor, menor impacto ambiental e mais eficiência no uso dos recursos naturais. A iniciativa reforça uma mudança de paradigma no campo: resíduos não são mais o fim da linha, mas o começo de novas soluções. O que antes era visto apenas como passivo ambiental agora se revela uma oportunidade concreta de inovação, sustentabilidade e viabilidade econômica para o futuro da suinocultura brasileira.
Da redação FC / Com Agronews
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