COLIDER: Secretaria de Saúde alerta sobre risco de dengue, chikungunya e zika vírus

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    Ilustrativa Assessoria

    O Departamento de Vigilância em Saúde informa que no último Levantamento os índices de infestação predial (IIP) e de Breteau (IB) chegaram a 2,9%. Esse levantamento tem como objetivo avaliar de maneira rápida e segura, os índices de infestações larvários para Aedes aegypti no município.

    O índice em Colíder está um pouco acima do preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera o número menor que 1% tolerável, de 1 a 3,9% situação de alerta, e superior a 4% risco de epidemia.

    Informa ainda que 80% dos tipos de criadouros encontrados nos domicílios foram recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas, que o morador não se desfaz e também deixa em situação propícia para acumular água e causar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

    “O que nos preocupa é que quanto maior número de larvas encontradas, maior chance de proliferação do mosquito e transmissão da dengue, chikungunya e zika vírus”, disse a coordenadora Angela Paixão.

    O cidadão precisa ter consciência que são doenças extremamente sérias, que podem matar ou causar sérios problemas de saúde. Temos que pensar em dengue, chikungunya e zika vírus o ano todo, mas principalmente nesse período chuvoso, propício para proliferação do mosquito. A batalha contra o vetor Aedes aegypti tem que ser diária, orienta a Coordenadora do Departamento de Vigilância em Saúde Angela Maria da Paixão.

    DADOS GERAIS DE CASOS DO MUNICÍPIO

    Dengue, febre de chikungunya e febre pelo vírus Zika são doenças de notificação compulsória, e estão presentes na Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública, sendo que a febre pelo vírus Zika foi acrescentada a essa lista pela Portaria nº 204, de 17 de fevereiro de 2016, unificada pela Portaria de Consolidação nº 4, de 28 de setembro de 2017, do Ministério da Saúde.

    No município de Colíder no ano de 2015, foram notificados 516 casos prováveis de dengue. Em 2016 foram notificados 916 casos prováveis de dengue, 01 caso provável de chikungunya e 182 casos prováveis de zika vírus. Em 2017 foram notificados 81 casos prováveis de dengue, 04 casos prováveis de Chikungunya e 01 caso provável de zika vírus.

    Em 2018 até a semana epidemiológica nº 09 (03/03/2018) foram notificados 12 casos prováveis de dengue e 01 caso provável de chikungunya.

    AÇÕES

    O Departamento de Vigilância em Saúde intensificou as ações de controle do mosquito Aedes aegypti através de ações de visita nos imóveis com inspeção, eliminação e tratamento; visita nos pontos estratégicos (PE) para inspeção; Bloqueio de Transmissão (BT) com UBV com bomba costal motorizada conforme critérios e diretrizes do Programa Nacional de Controle da Dengue; Bloqueio de Transmissão (BT) com bomba costal manual conforme critérios e diretrizes do Programa Nacional de Controle da Dengue; investigação de todos os casos notificados; busca ativa de casos suspeitos nas proximidades da residência, trabalho ou outros locais em que houve notificação de caso de dengue, febre de chikungunya e/ou zika vírus; controle vetorial nos PE; realização parceria com as associações de bairros, escolas, unidades de saúde, igrejas, centros comunitários, lideranças sociais, clubes de serviços, a fim de auxiliar a população na identificação de criadouros potenciais de Aedes aegypti para a sua eliminação e adequação, mediante ações conjuntas, especialmente nos imóveis localizados nas áreas de maior vulnerabilidade à transmissão da dengue, febre de chikungunya e zika vírus.

    Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) a fim de identificar depósitos preferencias para a proliferação do Aedes aegypti a fim de orientar a população sobre cuidados a serem tomados para evitar o desenvolvimento do mosquito vetor, eliminar possíveis criadouros e tratar os depósitos que não possam ser eliminados; inspeção em calhas e caixas d’água; informa imediatamente as notificações recebidas de casos suspeitos de dengue, febre de chikungunya e zika vírus às instancias envolvidas; inspeciona e notifica casos que estão em desacordo com as legislações sanitárias.

     

    Apesar de todas as ações realizadas pela Vigilância em Saúde e parceiros, o principal “agente” de mudança desse cenário é o próprio cidadão. São apenas dez minutos diários para cuidar do seu quintal e da sua casa eliminando tudo que possa acumular água, para salvar uma vida.