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Força das chuvas coloca Colíder em Estado de Emergência; Mato Grosso conta com mais 4 municípios na mesma situação

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As fortes chuvas que atingem Mato Grosso neste mês de fevereiro colocaram cinco municípios em situação de emergência, revelando um cenário preocupante em diversas regiões do Estado. Entre eles, Colíder, no Norte do Estado de MT., vive um dos momentos mais delicados, enfrentando impactos significativos tanto na zona urbana quanto nas áreas rurais.

Assim como ocorreu em municípios como Serra Nova Dourada, Matupá, Rosário Oeste e Guarantã do Norte, Colíder precisou recorrer ao decreto de emergência diante do agravamento dos danos provocados pelo alto volume de chuvas. O decreto, publicado no dia 11 de fevereiro, reconhece que as situações de anormalidade em diferentes pontos do município exigem medidas urgentes do Poder Público para restabelecer a normalidade e evitar prejuízos ainda maiores à população.

Os problemas vão desde alagamentos e erosões até riscos de deslizamentos e inundações. Ruas, estradas e sistemas de drenagem urbana foram sobrecarregados, comprometendo a mobilidade, a segurança de moradores e transeuntes e aumentando a preocupação com novas precipitações. Em alguns pontos, a força da água abriu crateras, agravou processos erosivos e deixou famílias apreensivas quanto à estabilidade de suas residências.

Diante da gravidade da situação, a Defesa Civil de Mato Grosso realizou, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, um amplo mapeamento técnico das áreas de risco em Colíder, em parceria com a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil. O trabalho incluiu vistorias em campo, entrevistas com moradores, análise das condições geológicas e hidrológicas e uso de tecnologias como imagens de satélite, drones e sistemas georreferenciados.

Ao todo, foram identificados oito setores com algum tipo de vulnerabilidade, envolvendo principalmente erosão, alagamentos, inundações e movimentação de massa. Além disso, os agentes avaliaram a capacidade de resposta do município em situações de emergência, buscando fortalecer as estratégias de prevenção e reduzir os impactos à população em períodos de chuvas intensas.

O decreto de emergência é, acima de tudo, um reconhecimento oficial da gravidade do momento e uma medida necessária para viabilizar a busca por recursos estaduais e federais. Em meio aos prejuízos e às incertezas, a situação de Colíder evidencia a urgência de investimentos estruturais em drenagem urbana, recuperação de vias e ações permanentes de prevenção, para que a cidade possa enfrentar eventos climáticos extremos com mais segurança e resiliência.