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IMPEACHMENT DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF: aprovado o relatório o próximo passo é o processo contra

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Comissão aprova relatório a favor do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff

              Próximo passo é o processo contra Dilma. Nesta etapa, exige-se o mínimo de 54 votos para afastá-la definitivamente

DA FOLHAPRESS

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                  Foram 15 votos a favor e cinco contrários ao parecer do relator, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que aponta a existência de elementos suficientes para a petista ser afastada e julgada por crime de responsabilidade. O presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB), não votou sob a alegação de que, pelo regimento, só deveria se manifestar em caso de empate.

 

O resultado era previsível diante da minoria governista de apenas cinco membros no colegiado. Durante os trabalhos, autores da denúncia e a defesa de Dilma foram ouvidos, além de especialistas a favor ou contra o impeachment.

               A votação foi eletrônica, mas antes os líderes puderam se posicionar. “O impeachment é um remédio amargo para punir o mau governante com seu afastamento”, afirmou o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), pela oposição.

                  A petista Gleisi Hoffmann (PR) rebateu: os que votam a favor, segundo ela, são “golpistas da Constituição”. Discurso seguido pelo líder do governo, Humberto Costa (PT-PE). “Não há crime cometido pela presidente. O relator teve que se armar de uma lupa, fazer contorcionismo jurídico”, afirmou.

              A presidente Dilma é acusada de editar, em 2015, decretos de créditos suplementares sem aval do Congresso e de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro, as chamadas “pedaladas fiscais”.

 

Agora, o caso vai ao plenário do Senado na próxima quarta-feira (11). São necessários os votos da maioria dos presentes na sessão para que o relatório seja aprovado e Dilma afastada por até 180 dias. Até agora, 51 dos 81 senadores já se manifestaram a favor da abertura do processo.

               Confirmado o resultado em plenário, o próximo passo é o processo contra Dilma. Nesta etapa, exige-se o mínimo de 54 votos para afastá-la definitivamente do cargo -até agora, 41 declararam voto neste sentido.

               Em nome da bancada do PMDB, partido do vice Michel Temer, o senador Waldemir Moka (MS) defendeu o parecer de Anastasia na comissão especial. “Não nos cabe outra alternativa a não ser votar pela abertura do processo”, disse.

            Como nos demais dias de comissão, deputados favoráveis ao afastamento da presidente apareceram para assistir aos trabalhos. A abertura do processo foi aprovada na Câmara, no dia 17 de abril, com 367 votos.

 

CONFIRA O VOTO DE CADA SENADOR

 

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP): Sim

 

Ana Amélia (PP-RS): Sim

 

Antonio Anastasia (PSDB-MG): Sim

 

 

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB): Sim

 

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE): Sim

 

Gladson Cameli (PP-AC): Sim

 

Gleisi Hoffmann (PT-PR: Não

 

José Maranhão (PMDB-PB): Sim

 

José Medeiros (PSD-MT): Sim

 

José Pimentel (PT-CE): Não

 

Lindbergh Farias (PT-RJ): Não

 

Raimundo Lira (PMDB-PB): Presidente

 

Romário (PSB-RJ): Sim

 

Ronaldo Caiado (DEM-GO): Sim

 

Rose de Freitas (PMDB-ES): Sim

 

Simone Tebet (PMDB-MS): Sim

 

Telmário Mota (PDT-RR): Não

 

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM): Não

 

Waldemir Moka PMDB MS Sim

 

Wellington Fagundes (PR-MT): Sim

 

 

Zeze Perrella (PTB-MG): Sim