Início COMUNIDADE EM PAUTA Indígenas protestam contra dragagem no Rio Tapajós

Indígenas protestam contra dragagem no Rio Tapajós

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Fotos: Reprodução rede social

A dragagem é a remoção de sedimentos do fundo de rios e canais, como areia e barro, com a finalidade de aprofundar o leito e permitir a navegação de embarcações de maior porte. O Decreto nº 12.600/2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autoriza esse tipo de intervenção no Rio Tapajós e tem gerado forte reação de povos indígenas, comunidades tradicionais e ribeirinhas da região.

As manifestações ocorrem diante do temor de impactos ambientais, sociais e econômicos significativos, agravados pela ausência de uma consulta pública ampla e transparente. A dragagem pode aumentar a turbidez da água, prejudicar a reprodução de peixes, destruir a vegetação aquática, alterar o curso natural do rio e provocar erosão das margens, comprometendo diretamente o modo de vida de populações que dependem do Tapajós para pesca, transporte, abastecimento de água, turismo e subsistência.

Para os povos indígenas, o rio é território, fonte de vida e identidade cultural e espiritual, não apenas uma via econômica. Intervenções desse porte, sem diálogo prévio e consentimento livre e informado, violam direitos assegurados pela Constituição Federal e por tratados internacionais.

Os protestos não se opõem ao desenvolvimento, mas a um modelo imposto, que ignora a ciência, desconsidera os impactos cumulativos e sacrifica comunidades locais em favor de interesses externos. Em debate está não apenas a dragagem de um rio, mas o futuro ambiental, social e cultural da Amazônia.

Da Redação Folha de Colider / Com Sub Ten Cruz