
MPE garante que interceptações telefônicas ilegais não passaram pelo Guardião do Gaeco e recomenda aos promotores ‘pentefino’ em processos oriundos do Núcleo de Inteligência da PMÂ
Por ASSESSORIA DE IMPRENSA MP/MTÂ
       Nenhum dos números de telefone apontados no relatório de inteligência da PolÃcia Militar, que foram grampeados indevidamente na Comarca de Cáceres e amplamente divulgados pela imprensa, passou pelo Guardião do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), nem mesmo em razão do Termo de Cooperação existente com a PolÃcia Militar. O levantamento foi realizado após requerimento efetuado pelo Procurador-Geral de Justiça, Mauro Benedito Pouso Curvo, com o intuito de esclarecer os fatos, assegurar a transparência e evitar especulações indevidas.
A Procuradoria Geral de Justiça informa ainda que, em parceria com a Corregedoria Geral do Ministério Público, encaminhou recomendação a todos os membros da instituição que atuam na área criminal para que realizem, no prazo máximo de 15 dias, levantamento de todos os procedimentos de interceptação telefônicas afetos à sua Promotoria de Justiça que tenham sido instaurados ou prorrogados com suporte em relatórios provenientes do Núcleo de Inteligência da PolÃcia Militar. O levantamento deverá contemplar todos os procedimentos em tramitação ou concluÃdos no perÃodo de 01/06/2014 até a presente data.
Na Recomendação, também foi estabelecido o prazo máximo de 60 dias para a efetivação de análise criteriosa dos relatórios policiais constantes desses procedimentos, de modo a identificar se os números de terminais telefônicos indicados nesses documentos fazem referência a indivÃduos que efetivamente são suspeitos do cometimento das infrações penais apuradas.
No caso especÃfico de Cáceres, a Corregedoria Geral do Ministério Público também adotou as providências cabÃveis para esclarecimento dos fatos, inclusive a pedido do próprio promotor de Justiça que atuou no caso.
Ainda com relação à s supostas interceptações ilegais, o Procurador-Geral de Justiça também encaminhou ofÃcio ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, convidando-o a conhecer como funciona o sistema Guardião do Gaeco, visando garantir a necessária transparência nos procedimentos adotados pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado.








