
“Justiça que não se cumpre não é justiça, é conivência com a corrupçãoâ€diz produtor
O produtor rural Clayton Marques Arantes, do municÃpio de Sinop, fará nova greve de fome a partir da próxima quarta-feira na capital mato-grossense. Ele se acampará em frente ao Tribunal de Justiça de Mato grosso (TJ/MT), em Cuiabá, protestando contra o juiz da capital do Nortão, Paulo Martini. A intenção é agilizar o processo de reintegração de posse da propriedade rural.
Ela fica localizada a 70 quilômetros de Sinop, no municÃpio de Santa Carmem, à s margens do asfalto. São cerca de um mil hectare de área aberta. “Ela foi conhecida e ainda é conhecida na região de Sinop, como ‘fazenda do juiz Paulo Martiniâ€, disse o produtor.
Em entrevista ao Nortão NotÃcias, ele relatou que já havia ganhado na justiça a reintegração da área, mas que novamente foi retirado dele. “Um ano depois eles conseguiram tirar a fazenda da gente, usando uma manobra suja. Véspera de Natal, com meia dúzia de juÃzes substitutos, desembargadores substitutos, conduzidos, manipulados pelo desembargador Sebastião de Moraes, conseguiram retomar a posse da fazenda†declarou ele.
Ele ressalta ainda que a decisão foi tomada pelo mesmo tribunal que anteriormente o reconheceu como o verdadeiro dono da propriedade e que em março de 2013 mudaram o posicionamento. “Desde então eles estão dentro da fazenda, depredaram a fazenda, existem Boletins de Ocorrência que nós registramos na Delegacia de PolÃcia Civil de Sinopâ€.
Ele alega que os atuais ocupantes cometeram crime ambiental na área e que o caso foi denunciado. “No Ibama, Ministério Público Federal do roubo de madeira e lapidaram o patrimônio natural da fazenda. Venderam mais de R$ 1 milhão em madeiras. O Ibama foi acionado, não aconteceu nada com elesâ€. Para Arantes, o grupo tem influencia no meio jurÃdico. “Eles têm status, porque nem o Ministério Público Federal agiu em relação a essa quadrilhaâ€, reclamou.
Segundo o produtor, a área estava arrendada para terceiros, para que pudessem plantar na terra. No entanto os maquinários foram furtados. “Os maquinários dele foram furtados pelas pessoas que entraram na fazenda. De um dia para o outro desapareceram as máquinas. Existem Boletins de Ocorrências registrados. Existem processos correndo na justiça. Ele já provou quem foi que roubou. São as mesmas pessoas ligadas ao grupo do juiz Paulo Martiniâ€.
Os documentos que comprovam que Arantes é dono da terra estão inseridos no processo desde o inÃcio. Segundo ele foi o juiz Paulo Martini que os desconsiderou. Os papeis provam que ele tem a posse da área desde o ano de 1998. “Quem abriu essa fazenda, fui eu e a minha famÃlia, nós que derrubamos, construÃmos as benfeitorias e que plantamos ali por muitos anos. Nós que trabalhamos naquela propriedadeâ€, afirmou.
Para o produtor, o juiz se apropriou juridicamente da área e fez “grilo†em cima da terra. Ele confessa que não desiste e permanecerá lutando para reaver de uma vez por todas aquilo que ele garante ser dono. “Estou lutando para reaver isso. Já ganhei de novo. O mesmo tribunal que me tirou a fazenda a primeira vez, devolveu a fazenda a segunda vez, tirou a terceira vez e vai me dar mais uma vez. Já ganhei em todas as instâncias lá dentro do tribunalâ€, declarou.
Ele ainda denunciou um possÃvel esquema existente dentro da comarca de Sinop e por isso não sai à reintegração para ele. “Ela só não sai porque fica um jogo entre o Fórum de Sinop e o Tribunal. Mandam uma ordem pra cá [cidade de Sinop], pra ser promulgada aqui, porque é a Comarca onde o processo foi apertado e, aqui não dá a ordem. Fica pedindo um ofÃcioâ€.
Com a saúde debilitada em função de dois infartos que sofreu devido ao estresse do processo judicial, Arantes disse não temer perder a vida com novo infarto ou ser assassinado. “São pessoas capazes de matar a própria mãe em função de um recurso que eles querem. Claro que eu sei que minha vida está em risco. É claro que eu sei que minha saúde está debilitada […], mas eu não temo. O que mais temo é morrer desonradoâ€, concluiu. Nortão Noticias








