Professores suspendem greve, mas mantêm negociações

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    Trabalhadores participam de mais uma audiência no Núcleo de Conciliações do TJ/MT na quinta-feira (10)

    SÍLVIA DEVAUX
    Da Redação

    Sintep-Cuiabá

    EDUCAÇÃO

    Greve dos trabalhadores da Educação municipal teve início no dia 31 de agosto

                  Os trabalhadores da educação da rede municipal de Cuiabá retomam as atividades nesta quarta-feira (09). De acordo com Jucelino Moura, da direção do Sintep  Subsede, a categoria decidiu, na Assembleia Geral desta tarde de terça-feira (08), suspender a greve e dar continuidade às negociações com a Administração Municipal para não prejudicar os 45 mil alunos que estão sem aula desde o dia 1º de setembro.

                            Na quinta-feira (10), eles participam de mais uma audiência no Núcleo de Conciliações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Na semana passada, o judiciário declarou a ilegalidade do movimento grevista que mesmo assim manteve a paralisação. No fim da tarde de sexta-feira (04), a Justiça então aumentou de R$ 1 mil para R$ 10 mil o valor da multa diária, caso a categoria não retornasse à sala de aula.

    Na Assembleia desta terça, a direção fez uma avaliação coletiva com os trabalhadores para analisar os rumos do movimento do ponto de vista do tamanho da nossa mobilização e do número de escolas paralisadas. Como as negociações têm avançado, ficando pendente apenas a questão da reforma das unidades escolares, a decisão da categoria foi para a retomada dos trabalhos.

    Pela manhã, o presidente do Sintep-Cuiabá, João Custódio, disse em entrevista à Rádio Capital FM, no programa Jornal da Capital, que defendia o fim da greve. “Não há como continuar com a manifestação até aguardar a reforma das unidades escolares”, acrescentou demonstrando haver avanços nas negociações. 

    A greve da categoria teve início no dia 31 de agosto. A prefeitura apresentou proposta e sentou à mesa de negociação com o sindicato. A categoria pediu 3% de ganho real e a prefeitura apresentou a contraproposta de 2,31% a partir de janeiro de 2016. No primeiro momento a categoria rejeitou a proposta e a justiça decretou a greve ilegal com multa de R$ 10 mil por dia de descumprimento.