
Da Assessoria 
A Associação Ambiental Carapá Vivo verificando de perto os peixes no Lago dos Pioneiros, em Colider, constatou a existência de muitos na superfície do lago, com a boca aberta, numa demonstração de falta de oxigenação na água, essa apresentando um tom esverdeado. A preocupação com os referidos animais que ali se encontram em grande quantidade levou a iniciativa da Ong em partilhar tal cuidado com o Secretário de Governo, Ed Motta, que acolheu a preocupação de Carapá Vivo voltando sua atenção à questão, e em primeiro passo providenciou através da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Assuntos Fundiários e Meio Ambiente, gerida por Benedito Moreira Brito, a instalação de mais dois aeradores chafariz de 0,5cv, os quais com a função de movimentar as moléculas da água promovendo assim a entrada de mais oxigênio, mantendo a água homogênea, com nutrientes e temperatura ideais. Além disso a Associação busca a realização de análise da qualidade da água do lago, com a participação de profissionais competentes, ação essa que vem sendo coordenada pelo gestor ambiental Paulo Ricardo Gomes.
Conforme o biólogo Heverton Tiburski, que também é vice-presidente da Carapá Vivo, a qualidade da água pode ser medida por alguns parâmetros como o oxigênio dissolvido, PH, dureza ou alcalinidade total. Esses são os principais fatores, além de alguns gases, principalmente amônia, que pode prejudicar o sistema respiratório dos peixes, caso esteja em concentração elevada. Peixes na superfície da água, com a boca aberta é um evento que nem sempre está necessariamente relacionado aos níveis de oxigênio dissolvido, porque existem outras possibilidades, como a de altas concentrações de gases tóxicos como a amônia, nitrito, nitrato, compostos que fazem com que os peixes se sintam sufocadas obrigados a buscar por oxigênio atmosférico.

“O lago em questão com super população de peixe é um ecossistema artificial pobre em biodiversidade, onde as interações essenciais entre os organismos são muito limitadas ou nulas, e sem esses elementos cruciais o sistema não conseguirá se manter sozinho, necessitando frequentemente dessas intervenções”, salienta o biólogo.
DLuz /Da Assessoria Carapá Vivo







