
A liberdade refere-se à operação ‘Seven’, que investiga o possÃvel envolvimento do ex-governador em fraude de R$7 milhões
 blogdoantero
         O sonho da liberdade tornou-se um pesadelo para o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), preso desde 17 de setembro, no Centro de Custódia de Cuiabá. É que na tarde desta quarta-feira (16), o relator do Habeas Corpus impetrado pela defesa, Luiz Ferreira da Silva, se posicionou pela soltura do réu. No entanto, Silval deverá aguardar mais um pouco pela liberdade em razão de pedido de vista feito pelo 1º Vogal Gilberto Giraldelli.
        Luiz Ferreira ponderou que os autos demonstram que a participação de Silval transcende apenas a assinatura de um decreto. Apesar disso, observou ele, a simples gravidade do fato não é argumento suficiente para manter Silval no Centro de Custódia.
        A base da denúncia protocolada em fevereiro de 2015, na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, é a investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), que aponta o ex-governador como um dos responsáveis pelo desvio de R$ 7 milhões das contas do Intermat (Instituto de Terras de Mato Grosso) no final de 2014.
     As investigações apontaram, ainda, que, em 2002, uma negociação fraudulenta entre o Estado e o empresário Filinto Correa da Costa, envolvendo a compra de uma área de aproximadamente 3,240 hectares pelo valor de R$1,8 milhões. Em 2014, 727 hectares dessa mesma área foram novamente comprados pelo Governo, que pagou R$ 7 milhões.
        O advogado Ulisses Rabaneda defende a ilegalidade da prisão de Silval Barbosa. Segundo ele, a prisão ocorreu mais de um ano após o peemedebista deixar o cargo. A defesa também alega que Silval não exerce mais influência polÃtica e não poderia interferir na instrução processual.
          Na terça-feira (15), o ex-governador conseguiu, pela primeira vez, que um pedido de liberdade fosse concedido em relação à operação Sodoma. Por 3 a 2, os ministros da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) atenderam o pedido da defesa, feita pelo advogado Kakay Castro, para que ele seja colocado em liberdade. Na Sodoma, Silval é acusado de liderar um esquema ara cobrança de propina na concessão de incentivos fiscais em cifras milionárias.
       Só não foi colocado em liberdade por conta do rito em relação à operação ‘Seven’, que investiga a possÃvel fraude de R$7 milhões







