
Olhar direto
Foto: José Luiz Medeiros / GCom – MT
          O que sempre foi turbulento, azedou de vez: o relacionamento do governador José Pedro Taques (PSDB) com a presidenta Dilma Rousseff (PT) nunca esteve tão ruim. E, por conta disso, Mato Grosso deve ser o único Estado do Brasil a não ceder nenhum homem para as forças de segurança que vão atuar nos Jogos OlÃmpicos do Rio de Janeiro, em agosto, sob coordenação da PolÃcia Federal e Interpol (PolÃcia Internacional).
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          “Mato Grosso merece muito mais do que duas espingardas, como esmola [em troca da cessão de 100 policiais] do governo federal. E mais: temos efetivos aquém do necessário e, por isso, a presença dos policiais é essencial nas ruas das nossas cidadesâ€, afirmou ele, para a reportagem, depois de inaugurar pontes na Rodovia Transpantaneira (MT-060).
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       Pedro Taques já era tratado como persona non grata no Palácio do Planalto e Esplanada dos Ministérios, em BrasÃlia, desde o segundo semestre do ano passado, quando foi o único governador – entre os 27 – a defender abertamente o impeachment da presidente Dilma Roussef, em tramitação na Câmara dos Deputados.
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         Pedro Taques tinha acabado de almoçar com empresários e polÃticos do Pantanal, além de secretários de Estado, ao ser questionado se Mato Grosso cederia homens para a Força Nacional, programada para atuar nos Jogos OlÃmplicos do Rio de Janeiro. “Mato Grossomerece mais do que a União ofereceu, em troca do efetivoâ€, emendou ele.
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        Nesse contexto, o chefe do Poder Executivo fortaleceu o secretario de Estado de Segurança Pública (Sesp), Fabio Galindo Silvestre, que havia anunciado a negativa sobre o do pedido. Galindo tinha explicado que não seria possÃvel conceder por absoluta falta de diálogo com dos órgãos do governo federal com o Estado e avisou que “a decisão final†seria do governadorPedro Taques.
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     Desta forma, a definição de Taques em liberar homens da segurança de   Mato Grosso para trabalhar no Rio de Janeiro coloca em xeque, definitivamente, qualquer possibilidade de reaproximação com o núcleo duro do Palácio do Planalto.
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       Além disso, ele anunciou que é possÃvel determinar que o Batalhão de Operações Especiais da polÃcia Militar (Bope) atue nas ruas de Várzea Grande, enquanto a SESP considerar necessário. “Acredito que será uma medida bastante viável para Várzea Grande, que enfrenta atualmente uma insegurança incontestável. A polÃcia tem de estar nas ruas sim, para dar segurança à população, respeitando claro os direitos humanos e a dignidade da pessoa humana. A obrigação do estado é garantir a segurança, e assim faremosâ€,  afiançou Pedro Taques.
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      A reportagem apurou que somente oito estados ainda não responderam ao pedido do Ministério da Justiça para enviar efetivo aos Jogos OlÃmpicos do Rio de Janeiro. Contudo, a única recusa formal até o momento partiu de Mato Grosso.







