Início Justiça e Você Testemunha diz que Riva ainda deve R$ 10 mi que emprestou dele

Testemunha diz que Riva ainda deve R$ 10 mi que emprestou dele

138
0
Google search engine

Empréstimos geralmente eram de R$ 500 mil, repassados ao então deputado por meio de depósitos bancários

Imagem divulgação RIVA 2

   O delator da Operação Ararath Júnior Mendonça depôs na tarde da segunda-feira (17) na 7ª Vara Criminal do Fórum de Cuiabá, mas desta vez como testemunha de acusação da ação penal decorrente da Operação Imperador que apura os desvios de R$ 62 milhões da Assembleia Legislativa por meio da compra de materiais de expediente em empresas de fachadas.

           Júnior Mendonça voltou a falar dos empréstimos milhionários que fazia ao então deputado José Riva. Quetionado pela juíza Selma Rosane, que preside a ação, ele revelou que aproximadamente R$10 milhões emprestados a ele ainda não foram quitados. Ele lamentou não ter esse levantamento documentado.

            Os empréstimos começaram no ano de 2005 quando o pagamento era feito pelo secretário-geral da AL já falecido, Ademar Adams, e, conforme o empresário, continuaram até 2009 quando Riva já não estava mais honrando os pagamentos e por isso ele também n parou de emprestar ao então deputado.

               O empresário voltou a repetir que Riva dizia que precisava do dinheiro para atender as “necessidades do sistema” e cumprir “compromissos com a imprensa”. Ele também disse em juízo que nunca se interessou em saber a origem do dinheiro do deputado que apenas lhe dizia que vinha dos negócios com boi, mas sem especificar de que tipo.

               Esses empréstimos, relatou ainda a testemunha, geralmente eram de R$ 500 mil que era feito por meio de depósitos bancários que Riva pagava em parcelas de R$ 200mil, R$ 300 mil por cheques dele próprio.

                  Como testemunha de acusação, Júnior Mendonça se comprometeu em dizer apenas a verdade ou caso contrário pode ser processado por falso testemunho e ter seu acordo de colaboração premiada firmado junto à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal anulado.

Â