
A Usina Hidrelétrica Colíder (UHE), localizada no Rio Teles Pires, em Mato Grosso, inicia nesta segunda-feira (23 de fevereiro de 2026) o processo de reenchimento do seu reservatório. A medida ocorre após a unidade deixar oficialmente o estado de alerta e passar para o nível de atenção, conforme avaliação técnica realizada pela empresa responsável pela operação, a AXIA Energia, antiga Eletrobras.
A usina, que possui capacidade instalada de 300 megawatts, havia passado por um esvaziamento parcial iniciado em agosto de 2025. A ação foi necessária para a realização de reparos emergenciais em cinco dos 70 drenos da barragem, após a identificação de falhas que exigiram intervenção imediata.
Segundo a empresa, as obras executadas foram eficazes para corrigir os problemas estruturais, permitindo que o empreendimento retomasse uma condição considerada segura pelos órgãos competentes. Com isso, foi autorizado o reenchimento do lago, que será feito de forma gradual e controlada.
O processo seguirá um limite máximo de elevação de 25 centímetros por dia, adotando uma metodologia adaptativa que prioriza a segurança da população, do meio ambiente e da própria estrutura da barragem. Durante todo o procedimento, haverá monitoramento contínuo da qualidade da água, da fauna aquática e terrestre, além do acompanhamento técnico permanente das condições da usina.
Além das ações técnicas, a empresa também mantém um canal direto de comunicação com a população. Boletins diários estão sendo divulgados via WhatsApp com informações sobre a variação da vazão do rio em pontos situados a montante e a jusante da barragem.
Impactos e orientações à população
O rebaixamento do reservatório em 2025 gerou reflexos importantes na região, com relatos de impactos ambientais, como a mortandade de peixes, além de prejuízos econômicos em municípios como Colíder, Cláudia, Itaúba e Nova Canaã do Norte.
Diante do novo cenário, a orientação é para que a população acompanhe atentamente os comunicados oficiais e adote medidas preventivas, especialmente neste período chuvoso. Embarcações, estruturas flutuantes e materiais próximos ao leito do rio devem ser retirados ou devidamente amarrados.
A empresa reforça que a usina segue estável, operando dentro dos padrões de segurança exigidos, e que todas as etapas do reenchimento estão sendo conduzidas com responsabilidade e transparência.
Da redação FC
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