
Interessados devem ter entre 30 e 60 anos, não utilizar insulina e apresentar descontrole metabólico
Foto: reprodução / Marcos Santos/USP Imagens

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        De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 16 milhões de brasileiros adultos (8,1%) sofrem de diabetes e a doença mata 72 mil pessoas por ano no Brasil. Desta forma, os pesquisadores buscam novas forma para tratar a doença. A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP) está procurando voluntários para participar de um estudo sobre um novo tratamento de diabetes, que dispensa o uso de medicamentos. Os pesquisadores buscam homens e mulheres entre 30 e 60 anos, que possuam diabetes tipo 2, não utilizem insulina e apresentam descontrole metabólico (colesterol e triglicérides acima de 200 mg/dL).
        O novo tratamento é capaz de controlar a diabete por meio de uma dieta personalizada rÃgida. Segundo o pesquisador Rafael Ferraz, que coordena o estudo ao lado da professora Maria Cristina Foss-Freitas, a pesquisa criou protocolo alimentar capaz de reduzir a ingestão de calorias a um patamar que ativa o metabolismo energético sem causar desnutrição.
         Para desenvolver o tratamento, os pesquisadores tiveram que achar uma fórmula matemática e transformá-la em alimento, em macronutrientes ideais para cada paciente e reverter a diabete. Os dados preliminares do estudo mostraram que o método conseguiu controlar a diabete e a dislipidemia, além de reduzir os nÃveis de pressão a Ãndices saudáveis.
         O tratamento dura 27 dias e é realizado no Hospital das ClÃnicas da FMRP/USP, em Ribeirão. Há 33 vagas disponÃveis para voluntários. Os interessados devem entrar em contato com a Faculdade de Medicina pelo e-mail endocrinodiabetesfmrp@gmail.com.
Além disso, os participantes devem enviar os resultados de glicose, colesterol e triglicérides atualizados para confirmar se os pacientes se enquadram nos critérios de inclusão do protocolo de pesquisa. Durante a pesquisa, os médicos realizaram diversos exames bioquÃmicos, clÃnicos e moleculares e observaram em tempo real a melhora do organismo do voluntários.







