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ELEIÇÕES 2026: Enquanto Colíder se Divide, Outras Cidades Avançam

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Até quando Colíder continuará elegendo os deputados dos outros?

Há décadas, Colíder parece condenada a repetir o mesmo erro a cada eleição. Enquanto municípios vizinhos se organizam, unem forças e trabalham para eleger representantes comprometidos com suas cidades, Colíder insiste em caminhar na direção contrária, movida por disputas políticas, projetos pessoais e interesses de grupos que acabam falando mais alto do que o interesse coletivo.

                O resultado dessa falta de unidade está diante dos olhos de todos. A cada quatro anos, milhares de votos saem de Colíder para fortalecer deputados estaduais e federais de outras regiões. Em troca, chegam promessas, algumas minguadas emendas parlamentares e visitas em períodos eleitorais. Mas o município continua sem voz própria nas principais decisões políticas de Mato Grosso e em Brasília.

                  É um modelo que se repete há anos. Lideranças locais dividem apoios, lançam diversos projetos simultaneamente ou preferem apoiar candidatos de fora, muitas vezes apostando em benefícios políticos imediatos, enquanto Colíder perde, mais uma vez, a oportunidade de construir uma representação forte e permanente.

Quem realmente ganha com isso?

                Certamente não é a população. Quem perde é o município, que continua dependendo da boa vontade de parlamentares cuja prioridade natural são as cidades onde construíram sua base eleitoral.

            A história mostra que municípios que conquistaram desenvolvimento político e econômico compreenderam uma verdade simples: representação se conquista nas urnas. Deputados eleitos por uma cidade defendem suas demandas diariamente, abrem portas em secretarias estaduais e ministérios, acompanham projetos, destinam recursos e fazem do município uma prioridade.

             Colíder possui população, influência regional e capital político suficientes para mudar essa realidade. O que falta não são nomes. Falta união. Hoje, o município conta com pré-candidaturas que possuem trajetória pública e capacidade para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Entre elas estão a vereadora e advogada Joize Marques, a ex-vereadora e advogada Ismaili Donassan e o ex-prefeito Celso Paulo Banazeski. Cada um possui experiência e perfil próprios, capazes de contribuir para o debate político estadual.

          Celso Banazeski, com sua experiência administrativa, adquirida ao longo de anos de vida pública e de atuação no Governo de Mato Grosso, proporciona amplo conhecimento da máquina pública e relacionamento institucional que pode favorecer a defesa dos interesses de Colíder junto aos governos estadual e federal.

                Já na  disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados, Colíder também demonstra potencial. A suplente deputada federal, Flávia Rodrigues, filha da cidade, já mostrou força eleitoral ao alcançar a suplência praticamente apoiada em seu próprio trabalho político, sem uma mobilização ampla das principais lideranças locais.

         Entre os nomes colocados para a disputa à Câmara Federal está o empresário Maicon de Lima Pereira, filho de Colíder. Com uma trajetória de sucesso na iniciativa privada, é reconhecido pelo perfil empreendedor, pela geração de empregos e pelo compromisso com o desenvolvimento econômico do município. Sua pré-candidatura nasce da convicção de que Colíder pode crescer ainda mais tendo um representante comprometido em defender seus interesses em Brasília.

            O grande desafio, porém, talvez não esteja na qualidade dos pré-candidatos, mas na incapacidade histórica de construir um consenso em torno de um projeto coletivo.

              Não se trata de negar o direito democrático de qualquer cidadão disputar uma eleição. Pelo contrário. A pluralidade fortalece a democracia. O problema surge quando a fragmentação dos votos inviabiliza qualquer possibilidade real de vitória, deixando Colíder, mais uma vez, apenas como fornecedora de votos para candidatos de outras regiões.

             A pergunta que precisa ser feita é simples: queremos continuar elegendo deputados dos outros ou finalmente nos unirmos com o fim de eleger deputados de Colíder? Enquanto prevalecer a lógica dos interesses individuais sobre o interesse do município, dificilmente essa realidade mudará.

            Chegou a hora de a sociedade civil, o setor produtivo, as entidades representativas, os empresários, as lideranças comunitárias e políticas e os próprios eleitores cobrarem maturidade política.

             Não basta reclamar da falta de investimentos, da ausência de obras estruturantes ou da dificuldade de acesso aos governos. É preciso construir representação.

               Colíder não é uma cidade consolidada,  um polo regional, com importância econômica, agropecuária, comercial e educacional. Tem Colíder tem 23.657 eleitores que podem votar, tem lideranças preparadas e capital eleitoral para conquistar espaço na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.

          O que falta é decidir se continuará servindo apenas como base eleitoral para projetos políticos de outras regiões ou se terá coragem de escrever um novo capítulo de sua própria história. As eleições de 2026 podem representar mais uma oportunidade perdida ou o início de uma mudança histórica.

A decisão, como sempre, estará nas mãos das lideranças e, principalmente, dos eleitores.

*Folha de Colider

Imagem: reprodução