
Mulher apresentava evolução clínica e tinha previsão de receber alta nos dias seguintes, mas quadro piorou após cuidados do marido
As suspeitas aumentaram quando o homem foi visto manipulando o soro intravenoso da esposa
Um homem de 49 anos foi preso nesta sexta-feira (3), em Guarantã do Norte, suspeito de tentar matar a própria esposa enquanto ela estava internada em um hospital. Segundo a Polícia Civil, ele teria administrado medicamentos sedativos sem autorização médica para agravar o quadro clínico da vítima e impedir sua recuperação.
O caso passou a ser investigado após profissionais da unidade de saúde perceberem uma mudança repentina no estado da paciente. De acordo com a investigação, a mulher apresentava evolução clínica satisfatória e tinha previsão de receber alta nos dias seguintes, mas seu quadro piorou depois de permanecer sob os cuidados exclusivos do marido.
As suspeitas aumentaram quando o homem foi visto manipulando o soro intravenoso da esposa, retirando e recolocando o equipamento durante a internação.
A partir da denúncia, a Polícia Civil iniciou uma investigação que incluiu depoimentos, apreensão de materiais para perícia e exames laboratoriais. Os primeiros resultados apontaram a presença de substâncias com efeito sedativo em amostras biológicas da vítima, reforçando a suspeita de que ela teria recebido medicação de forma indevida.
Com base nas provas reunidas, a Vara Única de Guarantã do Norte decretou a prisão preventiva do investigado por tentativa de feminicídio. A ordem judicial foi cumprida nesta sexta-feira por policiais da delegacia do município.
Além da prisão, a Justiça também concedeu medidas protetivas em favor da vítima.
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar outros elementos que possam reforçar a responsabilização do suspeito.
O delegado Mauro Apoitia destacou que muitos casos de violência contra a mulher chegam ao conhecimento da polícia por meio de denúncias de familiares, testemunhas ou profissionais da saúde, especialmente quando a vítima não tem condições de pedir ajuda.
Imagem: reprodução rede social







