
MPMT
     A Justiça acatou o pedido formulado pelo Ministério Público Estadual e concedeu medida protetiva para a fotógrafa Mirian Rodrigues Rosa, 32 anos, alvo de ataque racista praticado por Rafael Andrejanini, conhecido como “Zé tratorâ€.  Na decisão, a juÃza concedeu as medidas protetivas postuladas pelo Ministério Público e proibiu o acusado de se aproximar da vÃtima e da sua famÃlia, guardando a distância mÃnima de 500 metros, “vez que elas não podem viver em constante temor, não obstante as cautelas necessárias, ainda assim, não estão sendo suficientes para evitar os episódios protagonizados pelo autor, o qual vem, conforme declarado, colocando a vida da vÃtima e de seus familiares em riscoâ€, destaca no pedido a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos.Â
“Defiro, ainda, o pleito ministerial para a realização de visita domiciliar pelo NUPS/Jecrim na residência da vÃtima e agressor para a realização de estudo psicossocialâ€, diz a decisão.
De acordo com o Ministério Público, a vÃtima registrou boletim de ocorrência onde apresentou um áudio em que o requerido a teria ameaçado, chamando-a de “crioula malditaâ€, que estaria procurando uma escrava para ser cozinheira e faxineira na casa dele, que pode fazer o que quiser com “crioulo†que ele não sente nada, pode dar no chicote, “que negro não é genteâ€; “saco de lixoâ€; tem uma “doze†para ela, que iria fazer churrasco com ela, que irá usá-la como carvão para fazer churrasco.
“A senhora Mirian alega que tem conhecimento que o requerido é pessoa perigosa e teme por sua integridade fÃsica e por sua segurançaâ€, relata a promotoria no pedido de aplicação de medida protetiva enviado à Justiça.Â
Para a juÃza Amini Haddad Campos, “os elementos são suficientes à análise acautelatória, em decorrência dos riscos vivenciados, notadamente em razão da contundência dos informes aos autos. Assim, verificada a presença dos requisitos exigidos, em razão da urgência que a situação narrada requer, sobretudo à preservação da vida e da integridade da vÃtimaâ€.Â
Até o final da tarde o oficial de Justiça não havia localizado o autor para intimá-lo.








