quarta-feira, 28/02/2024
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A crítica hora de salvar o país

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                    DIRCEU CARDOSO       A população está farta do proselitismo adotado pela presidente Dilma Rousseff, Partido dos Trabalhadores e seus aliados, de que o processo de impeachment, em andamento na Câmara dos Deputados, se trata de um golpe. Ministros do Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte de justiça do país, já advertiram de que não se trata de golpe, mas apenas de um processo de apuração de fatos denunciados que teriam sido praticados pela governante e dos quais ela tem a oportunidade de se defender e provar em contrário. Mesmo assim, a Dilma, Lula e seus seguidores continuam cultivando a tese golpista e o fazem de forma agressiva e mal-educada. Tentam inflamar a população através do discurso da vitimização.

               Quem já adentrou para a chamada terceira idade, teve a oportunidade de ver a queda do presidente João Goulart que, no seu último mês de poder, esbrajou, assinou leis de reforma agrária, controle de capital estrangeiro e outras medidas extremas e buscou socorro político entre os praças rebelados da Marinha. Também viu ou recuperou as informações do trauma que levou ao suicídio do presidente Getúlio Vargas que, segundo a história, para não ser apeado do poder, deu um tiro no próprio peito; foram momentos trágicos em que a insensatez presidiu os acontecimentos à revelia do povo. que só queria solução para seus problemas, independente de quem fosse o governante.

               Hoje vivemos clima muito parecido com aqueles de trágico desfecho. O país em crise econômica com o povo clamando por soluções, denúncias de alta corrupção (hoje comprovada judicialmente) e um governo que se defende via proselitismo e tentativa de mobilização das massas que, pelas manifestações recentes, são majoritariamente favoráveis à sua destituição. Os deputados estão com a importantíssima tarefa de decidir pela abertura ou não do processo de afastamento da presidente da República. Devem fazê-lo mirando a legalidade, a vontade do povo e o interesse nacional. O mesmo norte precisa ser seguido pelos senadores, se o processo vier a ser instalado no Senado. Os parlamentares hão de lembrar aquilo que dizem em campanha eleitoral: acima de tudo, o povo.

               Oxalá aqueles que hoje têm nas mãos o poder decisório optem pelo Brasil e pelos brasileiros. Se colocarem os interesses ideológicos, partidários ou de grupos à frente das aspirações da sociedade, fatalmente conduzirão o país ao impasse e, nessas condições, ninguém pode prever as conseqüências. É hora de muito juízo, equilíbrio e responsabilidade, tudo pelo Brasil.

                     Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

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