Início Segurança Ataque de pitbulls deixa criança ferida e dona do animal acaba presa

Ataque de pitbulls deixa criança ferida e dona do animal acaba presa

187
0
Google search engine

Casos de ataques envolvendo cães de grande porte continuam se repetindo em diversas cidades brasileiras, quase sempre com um fator em comum: falhas na guarda e no controle dos animais por parte de seus proprietários. Na noite desta quinta-feira (11), mais um episódio grave foi registrado, desta vez em Campo Grande (MS), tendo como vítima uma menina de apenas 3 anos.

O ataque ocorreu na Rua Dr. Edroim Reverdito, na região do Bairro Iguatemi, após dois cães da raça pitbull escaparem de uma residência vizinha e avançarem contra a criança.

A menina sofreu múltiplas mordidas no ombro direito, no rosto, na perna esquerda, no peito e nas costas. Conforme informações da polícia, os ferimentos mais graves foram registrados na região dorsal.

A vítima recebeu os primeiros atendimentos no CRS Nova Bahia e, devido à gravidade das lesões, foi transferida para a Santa Casa de Campo Grande, onde passou por avaliação especializada. Apesar da violência do ataque, os médicos informaram que a criança não corre risco de morte. No entanto, existe a possibilidade de que ela precise passar por procedimentos de enxertia para reconstrução das áreas atingidas pelas mordidas.

Diante da ocorrência, a proprietária dos animais foi presa e encaminhada para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol). O caso será investigado pelas autoridades competentes.

Responsabilidade dos tutores

Especialistas alertam que ataques como este poderiam ser evitados com medidas adequadas de segurança, como muros apropriados, portões reforçados e vigilância constante dos animais. A legislação brasileira estabelece que o tutor responde pelos danos causados por seu animal a terceiros.

Segundo o advogado civil Herbert Krutsch, para fins jurídicos, os animais são considerados bens passíveis de propriedade, cabendo ao dono o dever de guarda e responsabilidade sobre seus atos.

A responsabilização somente pode ser afastada em situações excepcionais, como quando a própria vítima provoca o animal ou em casos de força maior devidamente comprovados. Fora dessas hipóteses, os prejuízos físicos, morais e materiais decorrentes de ataques recaem sobre o proprietário.

O novo caso reacende o debate sobre a posse responsável e a necessidade de fiscalização mais rigorosa para evitar que episódios semelhantes continuem colocando em risco, principalmente, crianças e pessoas vulneráveis.

Redação/Primeira Página

Imagem ilustrativa destacada/reprodução