terça-feira, 21/05/2024
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Cientistas brasileiros encontram nova função para a borra do café

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Uma equipe da Universidade Tecnológica Federal do Paraná demonstrou que os resíduos da bebida podem absorver um dos herbicidas mais comuns.

Por Bob Furuya, editado por Lucas Soares 

Imagem: Champiofoto/Shutterstock

café é uma paixão nacional. Só não digo que é uma unanimidade porque eu não gosto. Sim, sou uma aberração: 99,9% dos jornalistas que eu conheço são movidos a esse combustível cheiroso e amargo.

Uma coisa que as pessoas não pensam é que o nosso amor pelo café (o de vocês, na verdade) gera milhões de toneladas de detritos mensalmente. Jogue pela pia ou no saquinho de lixo, a borra de café não é reaproveitada por quase ninguém. Mas os cientistas querem mudar isso.Play Video

Uma equipe da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) demonstrou que aquele pó molhado ou os velhos grãos de café podem absorver a bentazona, o herbicida mais comum usado na agricultura.

Eles descobriram essa nova propriedade da borra de café ao adicionar cloreto de zinco à mistura, ativando o carbono do composto. Esse carbono, por sua vez, teve uma eficiência de 70% na remoção da bentazona.

Se a tecnologia avançar, estaríamos diante de uma novidade que resolveria dois problemas ambientais em um só: o lixo gerado pelos resíduos de borra de café e os danos causados ​​por herbicidas agrícolas à vida selvagem.

Como foi feito o experimento

  • Os cientistas realizaram testes com bentazona dissolvida em líquido, antes e depois do tratamento com o carbono ativado pela borra de café.
  • Os pesquisadores observaram como esse herbicida afetava os tecidos da raiz da cebola, chamados meristemas .
  • Esses tecidos são pontos a partir dos quais as plantas crescem, de modo que o desenvolvimento da dele pode parar pela ação química.
  • Com a borra de café, a raiz de cebola cresceu forte.
  • Sem ela, o herbicida prejudicou o desenvolvimento da planta.
  • Estes são apenas resultados preliminares, mas são promissores.
  • Os cientistas acreditam que o carbono proveniente de borras de café pode ser eficaz também no tratamento de água poluída pela bentazona.
  • As próximas etapas envolverão refinar os processos e ampliá-los.
  • A pesquisa está no Journal of Chemical Technology and Biotechnology .
Café espresso com coração desenhado na sua espuma
Consumo de café não causa arritmia, mas afeta saúde de outras formas (Imagem: xtock / Stock da Adobe)

Outros usos para a borra de café

Como as pessoas não vão deixar de tomar café, os cientistas seguem buscando outras formas de reaproveitar a borra dessa bebida.

Além desse uso contra herbicidas, há estudos que utilizam o material para aumentar o valor nutricional dos alimentos e até mesmo como aditivo para enfrentar alguns tipos de demência.

Tem ainda uma pesquisa que aplicou o material na construção civil, para aumentar a resistência do concreto.

Agora, o uso mais interessante e prático que encontrei foi sugestão, de novo, de brasileiros. Eles pegam a borra de café e casca de ovo para fazer adubo!

Essa dica consta no portal do governo de Minas Gerais. Esses restos de alimento que iriam para o lixo precisam passar por um processo de compostagem antes de se tornarem o aditivo natural.

Essa técnica é utilizada há bastante tempo na sede do Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Minas (Emater-MG), em Belo Horizonte.

No local, toda a borra de café, folhas secas e restos de produtos orgânicos são coletados para fazer a compostagem. Os mineiros usam o fertilizante para adubar os jardins da empresa.

Beber café diariamente reduz o risco de morrer por doenças no fígado
Imagem: Polina Lebed (Pixabay)

As informações são do Science Alert.

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