terça-feira, 05/03/2024
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Com servidores parados, delegacias registram apenas flagrantes em MT

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Delegacias da capital ficaram vazias durante toda esta terça-feira (24), os servidores aderem greve de 48 horas  cobrando pagamento da RGA, e governo diz que prioriza salários.

 

Do G1 MT

 
 

                        A paralisação por 48 horas dos servidores estaduais de Mato Grosso, que teve início nesta terça-feira (24), afetou vários serviços essenciais para a população. Entre as classes que cruzaram os braços estão a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Os crimes, mesmo os mais graves, não serão investigados. Durante este primeiro dia de paralisação, as delegacias de Cuiabá estiveram vazias.

Os servidores cobram o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), que neste ano é de 11,28%. O governo, por sua vez, alega que não tem como pagar a recomposição este mês e e que a prioridade, neste momento, é manter os salários em dia.

Segundo o Fórum Sindical, servidores públicos de 30 categorias aderiram ao movimento e, portanto, cerca de 70 mil pessoas não trabalharão durante estes dois dias. Um dos serviços que não funcionou e que deve seguir assim nesta quarta-feira (25) são os trabalhadores que atuam na segurança pública. Os profissionais dos setores afirmam que a lei está sendo cumprida, com 30% do efetivo estará na ativa durante as 48 horas de protesto.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso (Siagespoc), Cledison Gonçalves da Silva, somente delegacias que registram crimes contra pessoas, contra a mulher e a Central de Flagrantes funcionarão em Cuiabá.

“Não investigaremos nem hoje (24), nem amanhã (25). Atenderemos somente os flagrantes que forem conduzidos para nós por meio da Polícia Militar”, explicou.

Cledison afirmou, ainda, que os servidores estaduais devem se reunir novamente para estudar a possibilidade de realizar uma greve geral por tempo indeterminado a partir do 31 deste mês.

De acordo com Wander Nunes de Siqueira, presidente da Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militares de Mato Grosso (Assof), os trabalhadores “não estão atuando com toda a satisfação que gostariam porque sabem que a paralisação prejudica a sociedade e os próprios profissionais”.

Servidores irão permanecer de braços cruzados nesta quarta-feira (24) (Foto: Reprodução/TVCA)Servidores irão permanecer de braços cruzados nesta quarta-feira (24) (Foto: Reprodução/TVCA)

Outro lado
O governo de Mato Grosso comunicou que pagará o RGA somente se conseguir aumentar a arrecadação do estado. De acordo com o governo, a prioridade, neste momento, é manter os salários dos servidores em dia.

A proposta de pagamento do RGA em duas parcelas, uma de 7,5% em maio e outra de 3,77% em junho, apresentada pela Assembleia Legislativa ao Poder Executivo, foi negada com a justificativa de que essa conta ultrapassaria o limite de gastos com pessoal previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e que, por isso, causaria um grave impacto na administração pública.

Além disso, o governo pontuou que, além de Mato Grosso, outros 24 estados brasileiros não concederão o RGA aos servidores, e que isso se deve à crise financeira nacional.

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