sábado, 24/02/2024
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CRIME PELA INTERNET: Jovem que pretede ser modelo é estuprada após cair em golpe na web

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Do G1 MT
Polícia investiga se anúncio é de rede de prostituição (Foto: Reprodução/TVCA)

Ela respondeu a anúncio em rede social de suposta agência de modelos. Eram oferecidos empregos a crianças e jovens para ensaio fotográfico

                A Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente de Cuiabá investiga denúncia de que uma falsa agência de modelos estaria aliciando jovens e adolescentes da capital. Os crimes teriam sido cometidos após as vítimas responderem a um anúncio publicado numa rede social. Uma jovem de 19 anos afirma ter sido estuprada. A Polícia Civil já identificou o suspeito de ser o criminoso.

             

 O anúncio foi publicado num grupo de empregos de Cuiabá no Facebook e dizia que uma grande empresa do setor de moda íntima estava à procura de crianças e adolescentes para ensaios fotográficos. O trabalho seria de curta duração. O perfil era identificado com o nome de Manuela Manuh, que se apresenta como funcionária de uma agência de modelos.

Anúncio investigado pela polícia foi publicado em um grupo no Facebook (Foto: Reprodução/TVCA)
              Anúncio investigado pela polícia foi publicado em um grupo no Facebook (Foto: TVCA)

             Uma das vítimas tem 13 anos. Desempregada, a mãe da adolescente disse que achou que a filha poderia ser uma candidata à vaga, que prometia ganhos de até R$ 10 mil por mês. “Ela ficou empolgada, achando que ia ficar rica, que ia ter roupas de marca, que ia ficar famosa. Caiu num conto de fadas”.

              A mulher, que pediu para não ser identificada, disse que estava procurando emprego quando viu o anúncio que prometia salário de R$ 2,6 mil por mês. A mãe mostrou a propaganda para a adolescente, que adicionou no WhatsApp o número que seria da pessoa que se apresenta como Manuela Manuh.


     divulgação

           Nas conversas privadas, foram pedidas fotos de lingerie ou somente de calcinha. “Ao falar com ela [a filha], mudou toda a conversa. Queria fotos nuas, queria vídeos nus. E não eram uma nem duas fotos, eram várias. Minha filha caiu no golpe e acabou mandando as fotos”, disse.

                  A menina mandou e agora a pessoa que pediu as fotos quer a adolescente vire garota de programa e ameaça publicar as fotos da adolescente nas redes sociais. “Ele queria que minha filha entrasse para o grupo da prostituição, oferecendo dinheiro para ela ser modelo pornô. E, para minha surpresa, queria que minha filha virasse também mulher de programa. Oferecendo homens ricos para sair com ela. Prometeu várias viagens, São Paulo, Rio, Europa”, disse a mãe.

               A mãe conta que a filha chora muito e não dorme. “Ela está morrendo de medo”, relatou. Além disso, agora o criminoso pede fotos da outra filha, de seis anos. A família relata que está com medo. “Ele diz que é de Mato Grosso, que está mais perto de mim do que eu posso imaginar. Porque tem Facebook, fotos da minha filha, meus dados”, afirmou a mãe.

Estupro
                                                                                                                                                                                           Outra vítima, de 19 anos, disse que estava desesperada porque estava desempregada. Ela contou que chamou a pessoa do anúncio para conversar no privado e mandou fotos. No dia seguinte, recebeu a ligação de um homem que ofereceu a ela trabalho de massagista, com ganhos entre R$ 3 e R$ 4 mil mensais.

O homem propôs que ela fizesse um treinamento. Uma entrevista foi marcada para a manhã do dia seguinte, num lugar público. A jovem disse que já estava desconfiada. Ao chegar, perguntou onde ele tinha conseguido o número e ele disse que tinha sido num currículo. Depois, foi levada para um motel e estuprada.

Investigação
O caso é investigado pela Deddica. Há as possibilidades de que se trate de um maníaco ou de uma rede de prostituição internacional. “Nesses casos é necessário pedir a quebra dos dados telemáticos, telefônicos para monitorar essa ação e saber se a pessoa atua de forma isolada ou se em uma sociedade organizada para cometimento de crime”, disse o delegado Eduardo Botelho.

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