terça-feira, 05/03/2024
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EFEITO DA GREVE: Já falta combustível em 4 Estados devido bloqueios em BRs

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Do G1

Caminhoneiros passam a noite nas BRs e protesto chega ao 7º dia em MT

 

Amanda Sampaio Do G1 MT

Com ampliação dos bloqueios, BR-364 em Cuiabá também foi interditada (Foto: Assessoria/ PRF-MT)
Com ampliação dos bloqueios, BR-364 em Cuiabá
também foi interditada (Foto: Assessoria/ PRF-MT)

   

Dez trechos das BRs 364, 163 e 070 estão bloqueados nesta terça-feira.
Manifestantes protestam contra aumento do preço do diesel.

Pollyana AraújoDo G1 MTProtesto de caminhoneiros em Mato Grosso. 3 (Foto: Reprodução/TVCA)

Protesto de caminhoneiros em Mato Grosso já dura seis dias (Foto: Reprodução/TVCA)

                   Dez trechos das BRs 364 e 163, em Mato Grosso, estão bloqueados por caminhoneiros nesta terça-feira (24). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em alguns desses pontos, os manifestantes não deram trégua durante a noite e mantiveram as interdições nos municípios de Cuiabá, Rondonópolis, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Diamantino, impedindo que os caminhões com cargas cheguem ao destino final e atrapalhe, principalmente, o escoamento da produção agrícola.

Em Sinop, o bloqueio em um trecho da BR-163 começou no início da manhã. Conforme a PRF, a BR-070 também foi fechada pelos manifestantes nesta terça-feira. Eles impedem o tráfego de caminhões em dois trechos, no km 274 e 285 dessa rodovia, em Primavera do Leste.

Em Cuiabá, o bloqueio começou nesta segunda-feira (23). O trecho interditado fica no km 397 da BR-364, na saída da capital para Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, onde fica o terminal ferroviário da América Latina Logística (ALL), responsável pelo transporte da maior parte dos grãos que saem do estado com destino ao porto de Santos. Outro bloqueio também ocorre na BR-364, no perímetro urbano de Rondonópolis, no km 196.

Porém, é na BR-163 que concentra a maior quantidade de interdições. Em Diamantino, a 209 km da capital, tem dois trechos bloqueados, nos quilômetros 614 e 588. Os manifestantes estão permitindo somente a passagem de veículos com carga viva, carros de passeio e veículos de transporte de passageiros. Os veículos de carga ficam parados nesses trechos e formam filas quilométricas de congestionamento.

Ainda na BR-163 encontram-se bloqueados e sem previsão de liberação os trechos nos municípios de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso. Nesses pontos, as interdições ocorrem desde a semana passada.

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Protesto de caminhoneiros em Mato Grosso. 2 (Foto: Reprodução/TVCA)Caminhoneiros protestam contra aumento do combustível (Foto: Reprodução/TVCA)

Reivindicações
Os caminhoneiros reclamam que vêm tendo prejuízos com os fretes, por conta da redução de 25% do valor do frete e do aumento do preço do combustível. O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do município de Sorriso e região, Vilson Rodrigues, informou que, após reuniões com o governo de Mato Grosso, o qual alegou que não tem condições de atender o pedido da categoria para a redução do ICMS sobre o diesel, a categoria cobra do governo federal a redução do preço do combustível.

“Tivemos alguns avanços e algumas decepções [desde o início do protesto]. Em relação ao ICMS que nos interessava, infelizmente não fomos atendidos. O governador do estado [Pedro Taques] prometeu que iria fazer os cálculos para tentar reduzir, mas que como assumiu um estado falido não poderá nos atender imediatamente”, afirmou. Eles cobram a redução de 17% para 12% do percentual de ICMS cobrado sobre o diesel. 

Negociação
Nesta segunda-feira (23), representantes dos caminhoneiros e o secretário de Fazenda do estado, Paulo Brustolin, se reuniram para tratar dessas reivindicações. Conforme a assessoria da Sefaz, haverá o congelamento da pauta fiscal que estabelece os Preços Médios Ponderados ao Consumidor Final (PMPF) do óleo diesel, por 15 dias. Com isso, deve reduzir 5,77% na base de cálculo do ICMS.

Já quanto à redução diminuição da alíquota do ICMS de 17% para 12%, o governo informou que uma equipe da Sefaz está encarregada pela elaboração de um estudo técnico amplo envolvendo todos os combustíveis. O resultado desse estudo deve ficar pronto em 30 dias, confome informou a assessoria do órgão.

                     

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