domingo, 14/04/2024
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Em Angola, muitas dificuldades para as crianças frequentarem as salas de aula

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Angola - Diário Liberdade – A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) divulgou neste mês um relatório sobre crianças e adolescentes que não têm condições de frequentar a escola. São 121 milhões em todo o mundo os menores que não frequentam as redes de ensino.


Angola é o 38º país do ranking que apresenta mais crianças fora da escola, com uma taxa de 14,3%. Um dos fatos que ocasionam esse dado está relacionado com a situação econômica de muitas famílias no país. Segundo Désiré Adomo, especialista em educação da ONU em Angola, muitas crianças precisam trabalhar para ajudar suas famílias e isso faz com que desistam de estudar.

Em entrevista à rádio RFI, ela disse também que a razão de haver uma brecha de 10% a mais de meninos em relação às meninas que frequentam as escolas é que as meninas angolanas são submetidas ao casamento precoce devido à tradição cultural, principalmente nas zonas rurais do país.

Destacou, além disso, a falta de professores com boa formação, pouca infraestrutura, principalmente no campo, e também “os vários anos de guerra” civil que sofreu o país.

Dentre os países e territórios membros da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), a Guiné Equatorial é o que ocupa a pior posição do ranking dos países com maior taxa de crianças entre 6 e 11 anos que estão fora da escola, com um índice de 37,8%.

Em seguida vêm Guiné Bissau (29,2%, em 14º), Angola (14,3%, em 38º), Moçambique (13,6%, em 39º), Macau (12,8%, em 44º), Timor-Leste (8,3%, em 60º), São Tomé e Príncipe (3%, em 109º), Cabo Verde (2,7%, em 117º) e Portugal (1,2%, em 152º). O Brasil não figura na lista, por falta de informações.

Mas os dados brasileiros de 2009 mostravam que a taxa de menores do ensino primário e secundário fora da escola era de 2,4% (730 mil crianças) e entre os menores de 7 a 14 anos que trabalhavam, esse índice era de 4%.

Estudantes ricos recebem 18 vezes mais investimentos em educação do que os pobres

Outro relatório da Unicef também revelou que os recursos públicos usados para a educação de crianças ricas chegam a ser 18 vezes maiores do que para as crianças pobres ao redor do mundo. Nos países pobres, 46% dos investimentos beneficiam diretamente 10% dos estudantes mais ricos.

“A desproporção acaba favorecendo as crianças das camadas mais altas da sociedade, que geralmente conseguem completar os níveis mais altos de educação”, observou a Rádio ONU sobre o relatório.

Segundo a Unicef, o déficit de investimentos é de US$ 26 bilhões no fundo de educação básica universal, para 46 países pobres.


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