terça-feira, 05/03/2024
Banner animado
InícioEMPREENDEDOR EM DESTAQUEEmpreender para sobreviver é a nova máxima do País

Empreender para sobreviver é a nova máxima do País

Banner animado

Conforme especialista, para sair e driblar a crise, muitas pessoas estão buscando no empreendedorismo, alternativas para a geração de receita

*Reginaldo Gonçalves

   Divulgação

                                    A instabilidade econômica e política e o crescente desemprego têm flagelado o País. Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 10,2% dos trabalhadores estão fora do Mercado. Em termos nominais, são 10,4 milhões de pessoas desempregadas.

                    Para ‘driblar a crise’, muitas pessoas estão buscando alternativas para a geração de receita no empreendedorismo.

                    De acordo com o Governo Federal, anualmente o Brasil ganha cerca de 600 mil novos negócios. Além disso, existem em torno de 1,5 milhão de microempreendedores individuais. Em valores absolutos, o País está apenas atrás da China, no número total de empreendedores, ou seja, 21,1 milhões.

                   Segundo o coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina (FASM), Reginaldo Gonçalves, embora seja uma alternativa viável, construir um novo negócio é tarefa árdua, pois envolve uma série de questões legais, tributárias e financeiras.

                     “O início de uma atividade empreendedora não é fácil, pois, além de necessitar de investimentos de tempo e dinheiro, esbarra em questões culturais e mercadológicas, como baixa rentabilidade do empreendedor, conhecimento do mercado, viabilidade do negócio e aceitação do público, dentre outros fatores”. 

                        Por conta da instabilidade da moeda e um mercado afetado por rupturas conjecturais e políticas, o professor salienta que o preço dos produtos e serviços, estimulados pela inflação, prejudicam a lucratividade do empresário, desestimulando os futuros empreendedores na busca de estratégias que viabilizem seus negócios.

                        No entanto, o especialista pondera que a crise vivenciada nos últimos anos fez florescer o desejo e o espírito empreendedor de parte da população, principalmente pelo grande índice de desemprego que assola o País e a necessidade de sobrevivência.

“Ser empreendedor é ser um sonhador, é buscar, por meio do seu trabalho e muitas vezes teimosia, a satisfação do desafio de sustentar um negócio. É uma mudança de paradigma. Infelizmente, nem todos têm um espírito empreendedor e acabam desenvolvendo negócios de sobrevivência duvidosa e que inicialmente parecem ser excepcionais, mas que, no decorrer do caminho, apresentam fragilidades, como falta decapital de giro e clientela , lucro baixo ou prejuízo, levando o investidor à falência”.

Conforme analisa o especialista, a máxima para sobrevivência de qualquer negócio, principalmente em períodos de crise, é a busca frenética de uma atitude empreendedora que vise à excelência, fazendo do insucesso um aprendizado para a melhoria contínua, sustentação e vida do negócio.

“Esse comportamento contínuo consiste em agir como um executivo e deixar de pensar como empregado. Um negócio faz-se de maneira estruturada, com mapeamento, estudos, análises e aprendizados que possam assegurar a sua subsitência”.

Ele salienta que algumas regras são importantes no portfólio de negócio. Dentre elas: fazer uma análise do cenário do mercado escolhido para empreender; traçar um plano de negócios estruturado; disponibilizar um capital de no mínimo três meses para que possa arcar com as despesas fixas; não efetuar gastos desnecessários na abertura do novo negócio, pois imobilizar dinheiro facilita a perda de capital de giro; buscar um profissional da área contábil para orientar a melhor alternativa tributária; ter iniciativa na pré-venda e pós-venda, analisando as necessidades do cliente nas duas etapas; organizar fluxo de caixa para acompanhar os embolsos e desembolsos no período; efetuar a demonstração do resultado para acompanhar a performance da empresa a título de resultado econômico e buscar a captação de recursos em instituições e parceiras para diminuir o risco dos juros altos, que podem prejudicar a lucratividade.

Conforme afirma o contabilista, a sobrevivência da empresa, além da atitude empreendedora, depende de regras que, muitas vezes, são abandonadas nos momentos de crise, em virtude do imediatismo, fazendo com que o negócio padeça.

 

*Reginaldo Gonçalves é coordenador do curso de Ciências Contabéis da Faculdade Santa Marcelina (FASM).

ARTIGOS RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!
- Anúncio -
Banner animado

MAIS LIDAS

Comentários Recentes