
Na entrevista concedida à Veja empresário cita três ministros do STJ e braço direito de Gilmar Mendes
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Antero Paes de Barros
  Aparecem indÃcios fortes do envolvimento de membros do poder judiciário que se submeteram ao poderio econômico dos irmãos Batista e do grupo JBS. Essas informações foram publicadas pela revista Veja e envolve pelo menos, três ministros do Superior Tribunal de Justiça; Napoleão Maia, Mauro Campbell e João Otávio Noronha.
     As informações de Veja foram obtidas em função de uma entrevista do empresário Pedro Betim Jacobi, na qual ele denunciou a ex-mulher, Renata Gerusa Prado de Araújo, advogada que trabalha para a JBS.
       De acordo com a publicação existem dezenas de conversas de watts app entre a advogada Renata e o diretor jurÃdico da empresa JBS, Francisco de Assis e Silva. Nessas conversas os dois traçam estratégias de como obter as decisões favoráveis, inclusive com pagamentos em espécie para a obtenção das sentenças, ou mesmo através do tráfico de influência.
 A mãe de Renata, ex- esposa do empresário Pedro Betim Jacobi é desembargadora do Tribunal Regional Federal e estava com a relatoria de um dos processos de interesse da JBS.
 BRAÇO DIREITO DE GILMAR MENDES
 Na entrevista, o empresário cita que após a delação premiada da JBS, a advogada Renata foi acionada para aparar arestas com o poder judiciário. Segundo ele, Dalide Barbosa Alves Corrêa, ex braço direito de Gilmar Mendes, ministro do STF, fez reunião com a mãe de Renata se dizendo preocupada porque Francisco, o diretor jurÃdico da JBS, “tinha registro de uma conversa com ela que poderia ter algo muito comprometedor para ela e o próprio ministro Gilmar Mendesâ€.
 INCENTIVOS EM MT
 O ministro do STJ, Napoleão Maia é citado como tendo recebido pagamento para a liberação de R$ 73 milhões que haviam sido bloqueados do grupo e do diretor Valdir Aparecido Boni, por conta de fraude na concessão de incentivos fiscais em MT. O juiz de MT, Luis Aparecido Bortolucci havia negado o desbloqueio das contas e por isso a empresa recorreu ao STJ, tendo recebido a decisão favorável do ministro Napoleão Maia.
 EXPLICAÇÃO DE MAIA
 O ministro Napoleão Maia repudiou com veemência as declarações de ambos os advogados, embora tenha admitido o encontro com a advogada Renata em seu gabinete, mas que ela estava representando a empresa nos autos. Maia afirmou ainda que sua decisão favorável à JBS foi em função do TAC assinado pela empresa com o MPE.
 Comentário meu: No momento em que Mato Grosso prepara-se para votar a lei do teto de gastos, impondo ajustes difÃceis de serem assimilados pelo funcionário público está mais do que na hora de passar a limpo essa revisão dos incentivos fiscais no Estado, até porque, muitas empresas continuam imerecidamente a receber as benesses do poder público







