quarta-feira, 17/04/2024
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Empresário denuncia que JBS pagou propina para obter sentenças do poder judiciário

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Na entrevista concedida à Veja empresário cita três ministros do STJ e braço direito de Gilmar Mendes

Divulgação
IRMÃOS BATISTA
Antero Paes de Barros

    Aparecem indícios fortes do envolvimento de membros do poder judiciário que se submeteram ao poderio econômico dos irmãos Batista e do grupo JBS. Essas informações foram publicadas pela revista Veja e envolve pelo menos, três ministros do Superior Tribunal de Justiça; Napoleão Maia, Mauro Campbell e João Otávio Noronha.

         As informações de Veja foram obtidas em função de uma entrevista do empresário Pedro Betim Jacobi, na qual ele denunciou a ex-mulher, Renata Gerusa Prado de Araújo, advogada que trabalha para a JBS.

              De acordo com a publicação existem dezenas de conversas de watts app entre a advogada Renata e o diretor jurídico da empresa JBS, Francisco de Assis e Silva. Nessas conversas os dois traçam estratégias de como obter as decisões favoráveis, inclusive com pagamentos em espécie para a obtenção das sentenças, ou mesmo através do tráfico de influência.

 A mãe de Renata, ex- esposa do empresário Pedro Betim Jacobi é desembargadora do Tribunal Regional Federal e estava com a relatoria de um dos processos de interesse da JBS.

 BRAÇO DIREITO DE GILMAR MENDES

 Na entrevista, o empresário cita que após a delação premiada da JBS, a advogada Renata foi acionada para aparar arestas com o poder judiciário. Segundo ele, Dalide Barbosa Alves Corrêa, ex braço direito de Gilmar Mendes, ministro do STF, fez reunião com a mãe de Renata se dizendo preocupada porque Francisco, o diretor jurídico da JBS, “tinha registro de uma conversa com ela que poderia ter algo muito comprometedor para ela e o próprio ministro Gilmar Mendes”.

 INCENTIVOS EM MT

 O ministro do STJ, Napoleão Maia é citado como tendo recebido pagamento para a liberação de R$ 73 milhões que haviam sido bloqueados do grupo e do diretor Valdir Aparecido Boni, por conta de fraude na concessão de incentivos fiscais em MT. O juiz de MT, Luis Aparecido Bortolucci havia negado o desbloqueio das contas e por isso a empresa recorreu ao STJ, tendo recebido a decisão favorável do ministro Napoleão Maia.

 EXPLICAÇÃO DE MAIA

 O ministro Napoleão Maia repudiou com veemência as declarações de ambos os advogados, embora tenha admitido o encontro com a advogada Renata em seu gabinete, mas que ela estava representando a empresa nos autos. Maia afirmou ainda que sua decisão favorável à JBS foi em função do TAC assinado pela empresa com o MPE.

 Comentário meu: No momento em que Mato Grosso prepara-se para votar a lei do teto de gastos, impondo ajustes difíceis de serem assimilados pelo funcionário público está mais do que na hora de passar a limpo essa revisão dos incentivos fiscais no Estado, até porque, muitas empresas continuam imerecidamente a receber as benesses do poder público

 

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