sábado, 02/03/2024
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Engravidar naturalmente está cada vez mais difícil

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                         No começo da vida sexual, o maior medo das meninas é engravidar ‘sem querer’. Entre as tantas dúvidas que acometem os adolescentes, os conselhos para usar camisinha e tomar pílula anticoncepcional são os mais recorrentes. Nessa fase, engravidar parece a coisa mais fácil do mundo e muitas meninas pensam que será assim para o resto da vida. Até que se casam, passam um tempo curtindo a vida a dois, se estabilizando profissionalmente, e percebem que – mesmo parando de tomar pílula – a gravidez não se confirma. Isso ocorre com muita frequência e muitos casais precisam cada vez mais de ajuda especializada para ter um filho.

            De acordo com Edson Borges Junior, sócio-fundador e diretor científico do Fertility Medical Group, quanto mais o tempo passa, mais difícil é engravidar. Até mesmo casais saudáveis podem ter de mudar alguns hábitos e receber ajuda para gerar um bebê. “As clínicas de fertilização assistida têm lidado bastante com mulheres que já passaram dos 35 anos. Neste caso, idade é um fator importante e as pacientes devem se consultar com um bom médico tão logo percebam alguma anormalidade.  A boa notícia é que 85% dos casais vão engravidar no primeiro ano de tentativas. A má notícia é que, às vezes, a mulher adia tanto os planos de maternidade que só busca ajuda especializada quando suas chances são pequenas”.

            O especialista afirma que as mulheres precisam compreender melhor a realidade biológica que acompanha suas escolhas ao longo da vida. Ao esperar demais, as chances de uma gravidez de risco são tão maiores quanto a possibilidade de não conseguirem engravidar naturalmente – o que acontece quando um espermatozoide fertiliza um óvulo entre 12 e 24 horas após a ovulação (aproximadamente 14 dias após a menstruação). Há casos, inclusive, em que é difícil calcular quando ocorrerá a ovulação, já que alguns ciclos são irregulares. Em mulheres mais velhas pode acontecer, também, de os ciclos se tornarem mais curtos para depois se tornarem mais longos quando a menopausa se aproximar.

            Borges chama atenção para outros fatores relativamente controláveis que podem estar causando a demora em engravidar. “Um desses fatores é a obesidade ou, menos comum, a magreza excessiva. Desordens alimentares, assim como excesso de exercícios físicos, uso de álcool e fumo em demasia, também são altamente prejudiciais à saúde reprodutiva. O estresse é outro fator impeditivo. Sendo assim, muitos casais que se submeteram à psicoterapia durante o tratamento de fertilização assistida conseguiram acalmar suas mentes e atingir o objetivo final da concepção”.

            O especialista chama atenção, por fim, para o fato de que as mulheres também estão expostas a outros fatores agressivos à saúde e que têm impacto sobre a gravidez. Gestantes que comem muita carne vermelha, por exemplo, que é rica em substâncias químicas potencialmente prejudiciais, acabam exercendo influência negativa sobre a futura fertilidade de um bebê do sexo masculino. Ou seja, sem consciência do que estão fazendo, acabam colocando a existência de futuras gerações em risco.

Fonte: Dr. Edson Borges Junior, especialista em Medicina Reprodutiva, sócio-fundador e diretor científico do Fertility Medical Group – www.fertility.com.br

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