
 Ministro mantém ex-governador atrás das grades
Decisão é provisória e mérito ainda será apreciado pelos membros da Sexta Turma
LAICE SOUZA
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       O ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que está preso há 7 meses, teve negado, de forma provisória, pelo ministro Antonio Saldanha Palheiro, da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, o pedido de liberdade. Com a derrota, o ex-governador continua detido no Centro de Custódia de Cuiabá.  A defesa de Silval deverá aguardar o julgamento do mérito do habeas corpus, para só então impetrar um novo recurso no Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois habeas corpus impetrados do STF em favor de Silval foram julgados favoráveis ao ex-governador.
        Das três prisões preventivas decretadas contra ele pela juÃza Selma Rosane Arruda, da Vara Especializada contra o Crime Organizado, apenas uma continua em vigor, justamente a relacionada a segunda fase da Operação Sodoma, deflagrada em março passado.
       Silval foi preso no dia 17 de setembro, quando o Ministério Público Estadual e a Delegacia Fazendária deram inÃcio a investigação de um esquema de concessão de incentivos fiscais em troca de propina. Além de Silval, os ex-secretários Marcel De Cursi (Fazenda) e Pedro Nadaf (Indústria) foram presos.
      Desde que a operação foi deflagrada, três fases já foram realizadas e o foco da investigação foi ampliado. Além dos incentivos fiscais, foi descoberto que a organização criminosa chefiada pelo ex-governador, como nominado pelo Ministério Público, agiu também na cobrança de propina de fornecedores e prestadores de serviço do estado.
      Com os desdobramentos, outras prisões foram decretadas como dos ex-secretários de Administração César ZÃlio e Pedro Elias e, recentemente, de Rodrigo Barbosa, filho do ex-governador. Este último foi preso no dia 25, segunda-feira passada, em um escritório em Cuiabá. Ele é acusado de participar da organização criminosa liderada pelo pai.
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