segunda-feira, 04/03/2024
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Justiça da Suíça abre inquérito contra Eduardo Cunha e congela US$400 milhões em contas suspeitas

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A PGE já antecipou disse que Cunha não poderia ser extraditado para a Suíça por causa de sua nacionalidade brasileira

DO SWISSINFO

Agência Brasil

CUNHA

Suiça congelou US$400 milhões em contas suspeitas, que seriam de Cunha

                 A Suíça abriu um processo penal contra Eduardo Cunha, o presidente da Câmara do Brasil, por suspeita de lavagem de dinheiro e bens apreendidos em seu nome, confirmou o gabinete do Procurador-Geral da Confederação Suíça nesta quinta-feira

                  Segundo as autoridades suíças, o processo penal contra Cunha foi aberto “em razão de suspeita de lavagem de dinheiro, posteriormente alargada com corrupção passiva”, disse a Procuradoria Geral do país em um comunicado enviado na quinta-feira.

                   Em março de 2015, os promotores suíços anunciaram ter descoberto mais de 300 contas em mais de 30 bancos suíços que eles suspeitam estarem ligados ao enorme escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro na empresa estatal de petróleo brasileira.

                 Na mesma época, a Procuradoria suíça abriu um inquérito contra o presidente da Câmara Eduardo Cunha, depois que bancos suíços denunciaram movimentos suspeitas de lavagem de dinheiro ao órgão competente na Suíça (MROS, Central de Comunicação de Lavagem de Dinheiro).

                    Cunha, um dos políticos mais poderosos do Brasil, foi acusado em agosto de ter recebido pelo menos US$ 5 milhões em subornos decorrentes de um enorme escândalo na gigante petrolífera estatal Petrobras. Cunha nega as acusações.

                 A Procuradoria Geral da República disse que Cunha não poderia ser extraditado para a Suíça por causa de sua nacionalidade brasileira.

                   “Por essa razão, a Procuradoria Geral, por meio do ministério da Justiça da Suíça, apresentou um pedido de transferência dos autos da investigação em andamento contra Cunha ao Brasil com o objetivo de que a questão em causa possa continuar a ser investigada e julgada pelas autoridades judiciárias brasileiras”, declarou o órgão.

 DINHEIRO PELO RALO

                Petrobras estima ter perdido US$ 2 bilhões em um período de 10 anos em contratos inflacionados para empresas que, em seguida, usavam os ganhos para pagar políticos e subornar diretores da própria Petrobras.

                 Cunha foi acusado de receber pagamentos relativos a contratos para a construção de dois navios de perfuração para a Petrobras.

                Entretanto, o político brasileiro, que se recusou a renunciar, tem se tornado uma força por trás dos apelos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

                      Em março de 2015, os promotores suíços anunciaram ter descoberto mais de 300 contas em mais de 30 bancos suíços que eles suspeitam estarem ligados ao enorme escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro na empresa estatal de petróleo brasileira.

 

A Suíça congelou cerca de US$ 400 milhões em contas suíças em sua investigação e já começou a retornar US$ 120 milhões para as autoridades brasileiras. Os beneficiários das contas suspeitas – que estão na sua maioria em nome de empresas domiciliadas na Suíça – são altos executivos da Petrobras, fornecedores, intermediários financeiros e empresas brasileiras ou estrangeiras que supostamente pagaram subornos, disse em um comunicado o Gabinete do Procurador Geral da Confederação Suíça.

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