terça-feira, 16/04/2024
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Mãe de bombeiro morto há sete anos critica falta de Justiça após nova morte em treinamento

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Rodrigo Claro morreu em 2016. Aluno do curso de formação do Corpo de Bombeiros, ele tinha 21 anos e passou mal durante treinamento na Lagoa TrevisanJane Claro, mãe de Rodrigo Claro, bombeiro morto há sete anos durante um treinamento do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, expressou sua indignação e tristeza após a morte de mais um aluno soldado, nesta terça-feira (27.02), em Cuiabá. Ela lamentou a falta de punição aos responsáveis pelo ocorrido com seu filho e questionou a inércia da Justiça de Mato Grosso.

Rodrigo Claro morreu em 2016. Aluno do curso de formação do Corpo de Bombeiros, ele tinha 21 anos e passou mal durante treinamento na Lagoa Trevisan, entrou em coma e ficou internado em uma UTI, mas não resistiu e morreu no dia 15 de novembro.

Nesta quarta, foi confirmada a morte de Lucas Veloso Peres, 27 anos, também durante treinamento do Corpo de Bombeiros, na Lagoa Trevisan. “Como mãe, é angustiante ver que, depois de tanto tempo, a Justiça ainda não tomou medidas adequadas para evitar que tragédias como a que aconteceu com meu filho se repitam”, lamentou Jane Claro.

A mãe de Rodrigo Claro lembrou que a tenente Isadora Ledur, que foi denunciada pelo Ministério Público, recebeu promoção e pagamento retroativo durante o processo. “Meu filho se tornou apenas um número nas estatísticas, apesar de todos os meus esforços por justiça”, desabafou. “E agora, será que a Justiça de Mato Grosso vai tomar medidas concretas ou apenas permitir que mais jovens percam suas vidas em treinamentos negligentes?”.

Isadora Ledur era responsável pelo treinamento que resultou na morte de Rodrigo Claro. Na época, o MP constatou que durante a investigação teria sido demonstrado que o aluno foi submetido a “intenso sofrimento físico e mental com uso de violência”.

A tenente demorou cinco anos para ser submetida a julgamento. E uma Conselho Especial de Justiça Militar condenou a tenente a 1 ano de prisão a ser cumprida em regime aberto. Além disso, no ano passado, o governador Mauro Mendes (UB) revogou a punição da tenente e o Juizado Especial de Fazenda Pública de Cuiabá ordenou a promoção da tenente ao posto de capitã do Corpo de Bombeiros, com o pagamento retroativo dos salários desde 2016.

Crédito:pnbonline

Imagem destacada / divulgação

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