

Cinco integrantes da família de missionários investigada na Operação Fariseus viraram réus na Justiça de Mato Grosso por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho. A denúncia também foi recebida contra Renildo da Silva Rios, o conselheiro do CV. A decisão é da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Passam a responder à ação penal Rhavenna Barcelos de Almeida, Orminda Carlos de Barcelos Almeida, Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi. Rhavenna, Orminda e Renildo foram denunciados por organização criminosa e lavagem de dinheiro, enquanto Rhuan, Anatany e Lo Rhuama respondem por lavagem de dinheiro.
A família ficou conhecida durante a Operação Fariseus após a investigação apontar que integrantes utilizavam o projeto de evangelização “Resgatando Vidas”, com atuação dentro de presídios, para manter contato com detentos e, segundo a acusação, facilitar a circulação de informações e valores ligados à facção criminosa.
Rhavenna, filha dos pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, aparece nas investigações como uma das figuras centrais do núcleo familiar. A acusação sustenta que a atuação do grupo ultrapassava as atividades religiosas e envolvia comunicação com integrantes da facção, movimentações financeiras e apoio a membros do Comando Vermelho.
Ao analisar a denúncia, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra entendeu que existem indícios de autoria e materialidade suficientes para o início da ação penal. Com isso, os seis acusados deverão ser citados para apresentar resposta à acusação no prazo de dez dias.
Nivaldo de Almeida, também investigado na Operação Fariseus, não foi denunciado. O Ministério Público informou à Justiça que ele morreu no dia 5 de setembro. O magistrado determinou a apresentação da certidão de óbito antes de nova decisão sobre a situação dele no processo.
Rhavenna permanece com prisão preventiva decretada em outro procedimento relacionado à investigação. Outras quatro investigadas, Wiara Lima Cadore, Karolina Lopes Padilha, Jéssi Mariane Araújo dos Anjos e Lais Barbosa Lopes, foram indiciadas por falso testemunho. Segundo o Ministério Público, eventual acordo de não persecução penal será tratado em procedimento separado.







