
A prisão de mulheres flagradas tentando introduzir drogas em unidades prisionais tem se tornado uma ocorrência cada vez mais frequente em Mato Grosso, evidenciando um dos métodos mais utilizados por facções criminosas para abastecer detentos com entorpecentes e outros materiais ilícitos.
Em muitos casos investigados pelas forças de segurança, essas mulheres são aliciadas, pressionadas e até ameaçadas de morte contra elas próprias ou seus familiares caso se recusem a cumprir as ordens impostas por integrantes de organizações criminosas. Embora essa realidade seja recorrente, cada caso deve ser apurado individualmente para identificar as circunstâncias que levaram à prática do crime.
Na tarde deste sábado (4), quatro mulheres foram presas em flagrante ao tentarem entrar na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, transportando porções de drogas escondidas nas partes íntimas.
A descoberta ocorreu durante a revista de segurança realizada pela Polícia Penal com o auxílio do scanner corporal (Bodyscan), equipamento que identificou imagens suspeitas durante a inspeção das visitantes. Ao serem questionadas pelos policiais, as quatro confessaram que levavam os entorpecentes para o interior da unidade prisional.
Na ação, foram apreendidas três porções de substância análoga à maconha e uma porção semelhante à pasta base de cocaína. Os documentos pessoais das suspeitas também foram recolhidos para os procedimentos legais.
As mulheres receberam voz de prisão e foram encaminhadas à Central de Flagrantes da Polícia Civil, em Cuiabá, onde a ocorrência foi registrada. As drogas foram lacradas e encaminhadas para perícia.
A Polícia Penal destaca que o uso do scanner corporal tem sido uma das principais ferramentas no combate à entrada de drogas, aparelhos celulares e outros objetos proibidos nas unidades prisionais. A tecnologia tem aumentado significativamente o número de flagrantes e dificultado a atuação das organizações criminosas, que frequentemente utilizam visitantes como meio para abastecer presos dentro do sistema penitenciário.
Redação FC
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