
A investigação aponta que o Brasil importou
Agrolink – Leonardo Gottems
A investigação aponta que o Brasil importou – Foto: Pixabay
Uma nova rodada de tarifas comerciais amplia a pressão sobre as exportações brasileiras e reforça a política de proteção do mercado norte-americano. A sobretaxa de 12,5% passa a valer na madrugada desta sexta-feira e será cobrada além das alíquotas normais já aplicadas aos produtos atingidos.
No caso do Brasil, a nova cobrança se soma à tarifa de 25% que entrou em vigor no último dia 22. A medida foi adotada após investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O argumento é que o país não teria mecanismos suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
A investigação aponta que o Brasil importou, entre 2021 e 2025, alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco associados a esse tipo de prática. Para o governo norte-americano, essas compras reduziriam custos e criariam concorrência desleal com produtores dos Estados Unidos.
A decisão alcança 60 economias. Parte recebeu tarifa adicional de 10%, enquanto Brasil, China, Austrália, Chile, Colômbia, Noruega e Vietnã ficaram na faixa de 12,5%. Em alguns mercados, a cobrança será ajustada para que a tarifa total alcance 10% ou 12,5%, considerando a alíquota de Nação Mais Favorecida.
A lista prevê exceções por produto e por país. Também foi criado um sistema de cotas para roupas e têxteis de Bangladesh, Camboja, Indonésia e Malásia, condicionado à compra proporcional de algodão e outros insumos produzidos nos Estados Unidos.
O governo brasileiro classificou a medida como arbitrária e injustificada. A reação prevista inclui o uso da Lei de Reciprocidade e uma contestação na Organização Mundial do Comércio.
Redalção Folha de Colider / Com Agrolink







