terça-feira, 05/03/2024
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José, um modelo para os homens de hoje

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    Monsenhor Jonas Abib   

    mons_jonas_abib_partilha_qual_e_a_missao_da_comunidade_cancao_nova      O Evangelho de São Mateus, no capítulo primeiro, fala a respeito de São José: homem fiel, obediente, cheio de fé, totalmente entregue a Deus e a seu serviço.
“Eis qual foi a origem de Jesus Cristo. Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José. Ora, antes de terem coabitado, achou-se ela grávida por obra do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la publicamente, resolveu repudiá-la secretamente” (Mateus 1,18-19).

                   Quando lemos esse trecho, achamos que é tudo muito normal. Mas, ponha-se nesta situação: José amava muito a Maria e confiava nela. Eles já estavam noivos e o noivado dos judeus significava casamento: havia aliança entre eles, havia um pacto. Apenas não moravam juntos, não coabitavam. E por isso não mantinham relações conjugais.

José estava em sua casa fazendo os últimos preparativos para buscar sua esposa e começarem a viver juntos. Enquanto a moça estava na casa de seus pais, eles eram marido e mulher, mas não casados. Quanto ela ia para a casa do noivo, eles se tornavam, de fato, “casados”. José confiava muito em Maria. Imagine com que carinho estava preparando tudo para ela. Imagine como ele estava se esmerando em arrumar a casa e os móveis: ele era carpinteiro. Tudo muito pobre, mas com carinho e com que amor!

Ele olhava para Maria e sonhava com tudo aquilo! Ele devia cantarolar enquanto trabalhava em sua marcenaria, preparando as coisas para a família que estava para iniciar.

Maria, de repente, diz que precisa ir à casa de Isabel. José não sabe por que, mas, ela diz que a prima está grávida. Ele não podia imaginar: Isabel era muito idosa. Que história era aquela? Grávida naquela idade? Mas Maria falou com tanta convicção… E claro, ele acreditava nela. Então, deixou-a ir. Ele deve tê-la ajudado a arrumar rapidamente a viagem, buscando a melhor caravana que ia do Norte da Palestina, Nazaré, para além de Jerusalém, onde morava a prima grávida. Preparou a melhor caravana, porque ela ia sozinha. Confiou nela totalmente.

Muitos meses se passaram entre a ida dela, o nascimento do Batista, a quarentena de Isabel e a sua volta. Quando ela voltou, estava com sinais claros de uma jovem grávida. José ficou surpreso. O que aconteceu? Ele sabia que a criança não era dele… Ele não era tolo, Maria estava grávida!

Imagine o drama no coração dele. Claro, no coração dela também, porque ela não tinha como explicar. Talvez hoje você pense: “Mas ela podia falar, podia explicar”. Como é que José ia entender? Com que palavras a Virgem Maria iria explicar que aquilo que estava acontecendo com ela era obra do Espírito Santo? Quando o anjo disse isso, ela acreditou. Foi uma certeza de fé. Depois ela começou a ver as evidências: não teve mais menstruação, começou a sentir os sintomas da gravidez, os sinais da criança que crescia no seu ventre… Como ela iria dizer isso a José? Como se explicar? Como ele iria entender que tudo aquilo era obra do Espírito Santo?
Maria só pôde guardar silêncio e esperar que o Senhor lhe mostrasse o caminho. Ela confiava em que o Senhor iria ajudá-la. Mas isso no meio de muito dor e muita espera. José do mesmo jeito. Imagine-o recebendo Maria! Como ele passou aqueles dias! Ele que sonhou tanto! Na ausência dela, ele preparou tudo para que, quando ela chegasse, pudessem fazer a festa de casamento. A casa estava prontinha. Tudo arrumado para recebê-la. E agora?

Só podia ser de outro! De quem seria aquela criança? O que teria acontecido. Ele não podia levá-la consigo e se passar por bobo diante de toda a população, que sabia quantos meses havia que Maria estava fora. José não podia assumir uma culpa que não era dele. Imagine tudo isso se passando no seu interior. Quanto sofrimento!

Era costume dos judeus, em caso de adultério, apedrejar a mulher. Evidentemente que ele nem podia imaginar isso. Ele a amava demais e confiava nela para entregá-la publicamente e deixar que a apedrejassem. Na sua justiça, ele resolve despedi-la secretamente. Então, o anjo do Senhor lhe apareceu em sonho e explicou: “Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor dissera pelo profeta: ‘Eis que a virgem conceberá […]’”. Ela é virgem, José não podia imaginar… “E dará à luz um filho, ao qual darão o nome de Emanuel, o que se traduz: Deus Conosco. O que aconteceu com ela foi obra do Espírito Santo”. O pai adotivo de Jesus não seria capaz de compreender isso.

Nunca aconteceu na história da humanidade algo semelhante. Apesar de tudo, ele acreditou. A cabeça não podia compreender, mas ele se dobrava diante da Palavra de Deus. Tudo isso aconteceu em sonho, um anjo lhe falou em sonho, e ele aceitou! Ele investiu a vida, fosse Maria culpada ou não. Com o passar do tempo, ele foi vendo a realidade… Mas na hora, arriscou e investiu toda a sua vida. José confiou na Palavra de Deus e com grande alegria a recebeu. Fez a maior festa, levando-a para sua casa, grávida. Ele assumiu a paternidade. O povo da cidade devia dizer: “José, você parecia tão bonzinho, tão comportado. Maria também parecia tão boazinha! Que arte!”. José, silenciosamente, passou por tudo. Ele sabia que não era assim. Em Deus ele investiu tudo. Daí para a frente ele investe toda a sua vida em Maria e em Jesus vivendo somente para os dois.

(Trecho extraído do livro “Valei-me São José” de monsenhor Jonas Abib)

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