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Foto: Max Rossi/ Reuters
O Papa Francisco, lÃder da igreja católica, volta a agir contra o preconceito.
Ele pediu que os sacerdotes de todo o mundo aceitem gays, lésbicas, divorciados católicos e outras pessoas que vivem em situações que a igreja considera “irregularesâ€.
Francisco quer mais compreensão com relação à s famÃlias não tradicionais no documento “A Alegria do Amorâ€, que foi divulgado nesta sexta-feira (8).
O pontÃfice diz que a igreja não deve continuar a fazer julgamentos e “atirar pedras†contra aqueles que não conseguem viver de acordo com ideais de casamento e vida familiar do Evangelho, destacou a Associated Press.
“Desejo, antes de mais nada, reafirmar que cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito, procurando evitar qualquer sinal de discriminação injusta e, particularmente, toda a forma de agressão e violênciaâ€, afirma o Papa no documento.
O pontÃfice tem insistido em defender que a consciência individual deve ser o princÃpio orientador para os católicos para negociar as complexidades do casamento, da vida famÃlia e do sexo.
O lÃder católico pediu à igreja que “valorize†as “uniões de fato†e reconheça os “sinais de amor†entre estes casais e que sejam “acolhidos e acompanhados com paciência e delicadezaâ€, afirmou a France Presse.
“A escolha do matrimônio civil ou, em outros casos, da simples convivência, frequentemente não está motivada pelos preconceitos ou resistências à união sacramental, e sim por situações culturais ou contingentes. Nestas situações, poderão ser valorizados aqueles sinais de amor de que, de algum modo, refletem o amor de Deusâ€.
Ainda no capÃtulo sobre o amor no matrimônio, Francisco fala do “erotismo saudável que, se bem está unido a uma busca do prazer, supõe a admiração e, por isso, pode humanizar os impulsosâ€.
No entanto, o documento rejeita “os projetos de equiparação das uniões entre pessoas homossexuais com o matrimônioâ€.
“Não existe nenhum fundamento para assimilar ou estabelecer analogias, nem mesmo remotas, entre as uniões homossexuais e o desÃgnio de Deus sobre o matrimônio e a famÃliaâ€, diz o texto, segundo relato da France Presse.
Divorciados
Em agosto do ano passado, ele já tinha pedido para que os fiéis divorciados fossem acolhidos e não tratados como excomungados.
No documento “A Alegria do Amorâ€, o Papa estende a mão aos divorciados que voltam a se casar e convida a igreja a “fazê-los sentir que são parte da Igrejaâ€. Ele recorda que “não estão excomungadosâ€, segundo a France Presse.
“Estas situações exigem um atento discernimento e um acompanhamento com grande respeito, evitando qualquer linguagem e atitude que faça com que sintam-se discriminados, promovendo sua participação na vida da comunidadeâ€, escreveu o Papa.
O Pe. José Eduardo Oliveira, que é doutor em Teologia pela PontifÃcia Universidade da Santa Cruz e sacerdote da diocese de Osasco, na Grande São Paulo, explica, no entanto, que embora o documento fale em acolhida dos divorciados, não menciona se eles poderão voltar a comungar.
Segundo ele o documento não é revolucionário do ponto de vista doutrinal, mas “do ponto de vista pastoral pode serâ€.  “Acho que esse documento tira todo mundo da sua zona de confortoâ€, afirmou.
Para o padre, o documento representa um avanço. “O Papa não fica em um discurso teórico, ele analisa os problemas que as famÃlias enfrentam no mundo de hoje e mostra a necessidade de acompanhar essas famÃlias. Nesse sentido é um avançoâ€, afirmou o padre.
Com informações do G1







