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Presidente, o Brasil tem pressa

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                O primeiro ato do presidente Michel Temer, ainda que na interinidade, como primeiro ato, cria o programa de indução e controle às obras de infraestrutura. Ataca um setor que ultimamente esteve parado em função dos atos de corrupção que atingiram as grandes empreiteiras do setor. Da forma que pretende, o novo presidente dirigirá pessoalmente o grupo composto por ministros, encarregado da definição das obras e de sua contratação. Essa é apenas uma das providências que podem dar empuxo à economia, visto que o setor é um dos grandes empregadores do mercado de trabalho nacional. Ao lado da confiança que pretende devolver aos mercados, é um bom começo.

                A adoção do slogan “Ordem e Progresso”, emprestado da Bandeira Nacional, constitui um grande convite à sociedade brasileira para pensar mais no Brasil e, principalmente, na paz e no trabalho, ingredientes fundamentais para o bom funcionamento de qualquer sociedade. A proposta de conciliação nacional também aponta nesse sentido e sinaliza o desejo oficial de se criar um ambiente favorável e de verdadeira cooperação entre os indivíduos e instituições no combate à crise e busca da prosperidade.

                Diferente dos seus antecessores, que tinham um espectro de 4 a 8 anos para desenvolver seu programa, o presidente hoje interino pode visualizar meses ou, no máximo dois anos e sete meses. A urgência da crise que todos os dias causa demissões de trabalhadores, problematiza as contas do poder público e das empresas e periclitam o PIB (Produto Interno Bruto) obriga o novo governo trabalhar em alta velocidade. Daí a palavra do presidente para não falarmos em crise e, no lugar disso, trabalharmos para o seu combate.

                Precisamos virar, urgentemente, a página que tem infelicitado a vida da Nação. Os desempregados têm pressa para encontrar recolocação. As empresas precisam voltar a produzir e a vida ganhar normalidade.

                Agora, o Senado Federal continua o processo em relação à presidente afastada. Suas chances de voltar não podem sob nenhuma hipótese ser ignoradas, seu direito de defesa tem de ser respeitado e, em contrapartida, seus seguidores compreendam o momento e evitem potencializar a crise através de ações que impeçam ou dificultem o governo provisório na execução de sua tarefa. Há de se entender que o Brasil deve ser a prioridade sobre ideologias, pessoas ou grupos. Nada deve e nem pode atrapalhar o caminho da regularidade nacional. 

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

aspomilpm@terra.com.br