domingo, 21/04/2024
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EM MT AMEAÇADOS DE MORTE MAGISTRADO ESTÃO SOB ESCOLTA POLICIAL

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Escoltados-Joao-Branco-DEHS-fotografado_ACRIMA20120830_0052_15                 Quatro juízes de Mato Grosso estão sob proteção policial após serem ameaçados de morte pelo crime organizado. Dois magistrados que atuam em comarcas no interior do estado encaminharam os pedidos da escolta pessoal, este ano, ao Poder Judiciário e, os outros dois, já estão sendo monitorados pelo Tribunal de Justiça (TJMT) desde 2013. Eles também trabalham em fóruns de cidades do interior, conforme apurou o G1.

                  A proteção é realizada pela Coordenadoria Militar e pelo setor de Inteligência do Poder Judiciário. Os setores coordenam os policiais militares aposentados, que são os que fazem a escolta e a segurança pessoal dos juízes, até mesmo de familiares, quando há necessidade. Todos os casos são acompanhados pela Comissão de Segurança Permanente do Poder Judiciário, criada no último ano, na tentativa de reforçar a segurança dos magistrados ameaçados.

                A desembargadora Maria Erotides Kneip, que preside a Comissão, disse em entrevista ao G1que grande parte das solicitações de acompanhamento é de cidades localizadas na região de fronteira com a Bolívia, onde oferece mais risco aos juízes. Porém, preferiu não divulgar nomes e nem os municípios que eles atuam por questão de segurança.

                    “Recebi os pedidos dos juízes, analisei as questões que envolvem cada um e, de imediato, já determinei que a assistência policial fizesse a segurança deles. Estamos aparelhados para acompanhar os magistrados que, de alguma forma, se sinta sob algum risco, ameaçado ou com suspeita de ameaça”, pontuou. Até o momento, não há pedido de segurança feito para algum desembargador, que integra o Pleno do TJMT.

Região de risco
                 Além da área de fronteira, as regiões Sul e Sudeste do estado também são apontadas pela Associação Mato-grossense dos Magistrados (Amam), como as que mais oferecem riscos para juízes. De acordo com o juiz e diretor do Departamento de Defesa de Prerrogativa, Arimatea Neves Costa, pelo menos três requerimentos foram recebidos no setor de Rondonópolis e municípios vizinhos, também de São José dos Quatro Marcos e Mirassol D’Oeste.

                       “Não são apenas os juízes que atuam em comarcas localizadas nas cidades próximas à fronteira que estão sob risco. Recentemente recebi solicitações de outros lugares, outras regiões”, declarou. Costa disse ainda que não considera alarmante essa situação em Mato Grosso e que a demanda de documentos enviados pelos magistrados para o departamento é pouca.

Escolta e segurança
                     Cerca de 80 policiais que compõem o efetivo do estado estão à disposição do Poder Judiciário para atuar na segurança de juízes, como também nos fóruns, segundo informou o G1 a Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Eles recebem treinamento específico para a atividade e fazem a proteção a título de cargo comissionado pelo serviço prestado. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça não divulgou o gasto orçamentário para este tipo de serviço. G1-MT

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