domingo, 14/04/2024
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Repórter do “Fantástico” quer saber para onde foi o dinheiro de MT

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De acordo com uma fonte do HiperNotícias, o repórter está investigando casos de corrupção referentes a gestão passada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB)

MAX AGUIAR 


O repórter investigativo, Eduardo Faustini, do quadro “Cadê o dinheiro que estava aqui?” do programa dominical Fantástico, da Rede Globo, está em Cuiabá há uma semana. De acordo com uma fonte do HiperNotícias, o repórter está investigando casos de corrupção referentes a gestão passada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Reprodução

Conforme o HN apurou, o suposto alvo do “repórter secreto” é o escândalo envolvendo empresas do ramo gráfico e as secretarias de Comunicação e Administração do Estado, investigado pela “Operação Edição Extra”.

Recentemente, na operação foi descoberto um desvio de mais de R$ 40 milhões em licitações fraudulentas com o Estado. A Polícia Civil, através da Delegacia contra Crimes Fazendários e contra Administração Pública (Defaz), descobriu que os irmãos Fábio, Jorge e Dalmi Defanti agiam em conluio com os secretários adjuntos de Estado de Administração e Comunicação para conseguir ganhar os certames.

Todas as licitações vencidas pelas gráficas e Print e Defanti tiveram início em 2013, com foco no pregão presencial de nº 093/2011, realizado pela Secretaria de Estado de Administração, e o prejuízo aos cofres públicos, por lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva, pode chegar a R$ 40 milhões.

Por conta das investigações, os envolvidos ficaram presos por cinco dias até que a defesa conseguiu a revogação das prisões, no dia 25 de dezembro. A operação foi deflagrada no dia 18 de dezembro e ainda segue em investigação.

No Fantástico, o repórter deve ilustrar a forma em que os empresários conseguiam fraudar os contratos. De acordo com a Polícia Civil, um levantamento técnico feito pelo Ministério Público do Estado (MPE), a quantidade de papel adquirido para a produção de livros a serem entregues na Assembleia Legislativa, no total de 150.000 livros, daria para cobrir o litoral do Brasil se fosse colocado lado a lado cada folha.

ARARATH
Entretanto, outros assuntos que podem ser investigados por Faustini, como a Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal para combater falcatruas do Estado. Neste caso até o ex-governador foi alvo de buscas em sua residência e acabou sendo pego com três sacos de dinheiro e uma arma com registro vencido.

No mesmo dia da 5ª fase da operação, em maio do ano passado, o ex-secretário de Fazenda do Estado, Eder Moraes e o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD), foram levados para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, por falsificarem documentos públicos e lavagem de dinheiro.

Além de governador, ex-secretários, deputados e promotores do MPE são citados em vários documentos encontrados na casa de Eder Moraes.

ARQUEIRO
Outro caso de corrupção que deve ganhar repercussão é a Operação Arqueiro, onde em abril de 2014 o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vasculhou o gabinete da Secretaria de Assistência Social (Setas). O motivo seria supostas fraudes em convênios e dispensas de licitação para realização de cursos profissionalizantes, como o “Qualifica Mato Grosso” e “Copa em Ação”, ocorridos durante a gestão da primeira-dama e ex-secretária da pasta, Roseli Barbosa, esposa de Silval Barbosa.

REPÓRTER SECRETO
O que atraiu o repórter em Cuiabá são essas operações, consideradas as maiores dos últimos anos no Estado. O programa deve ir ao ar daqui duas semanas e vários escritórios de advocacias também foram procurados por Faustini e a equipe do Fantástico.

Faustini trabalha em uma saga de sair pelo Brasil para radiografar uma praga chamada corrupção. O rosto do repórter Eduardo Faustini nunca aparece. Mas o resultado de seu trabalho repercute no Brasil inteiro. Foi ele quem encontrou jogados como lixo, em uma base militar, centenas de documentos da época da Ditadura, muitos deles queimados.

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