
Moradores e produtores rurais relatam aumento da atividade nos rios Peixoto e Braço Norte; Sema pediu fiscalização e reuniu fotos e coordenadas para auxiliar na apuração.
Cris Molossi e Ana Julia Pereira
Denúncias sobre a presença de balsas usadas em garimpos nos rios Peixoto e Braço Norte, na região de Guarantã do Norte (MT), levaram a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) a pedir fiscalização urgente na área. A Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) também recebeu as informações e já investiga a possível exploração ilegal.Play
O pedido de fiscalização foi encaminhado pela unidade regional da Sema em Guarantã do Norte após relatos feitos por moradores, produtores rurais e pessoas que utilizam os rios. Segundo o documento, as denúncias apontam aumento da atividade de garimpo na região.
A Sema informou ainda que possui fotografias, coordenadas geográficas e outras informações sobre os pontos denunciados, que poderão auxiliar na fiscalização e na investigação.

Possíveis danos aos rios
Entre os impactos ambientais associados à atividade relatada estão o aumento da turbidez da água, o assoreamento, alterações no curso dos rios e danos à fauna aquática.
O documento também aponta a possibilidade de desmatamento para abertura de acessos e instalação de acampamentos utilizados na atividade. Parte dessas intervenções pode atingir Áreas de Preservação Permanente (APPs), protegidas pela legislação ambiental.
Além dos impactos diretos nos rios, a retirada de vegetação às margens dos cursos d’água pode ampliar os danos ambientais e favorecer processos de erosão e assoreamento.
Polícia investiga denúncias
A Dema confirmou que recebeu, no início de agosto, denúncias sobre possível garimpo ilegal na região dos rios Peixoto e Braço Norte.
A investigação está na fase de levantamento de informações e análise da área. O objetivo é dimensionar a extensão da atividade denunciada e identificar os possíveis danos ambientais.
Como uma fiscalização realizada diretamente nos rios exige equipamentos e estrutura específicos, uma eventual operação no local ainda depende de planejamento.
A investigação também deverá buscar identificar quem está por trás da atividade e apurar a existência de possíveis responsáveis pelo financiamento do garimpo.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre pessoas identificadas ou responsabilizadas pelas atividades denunciadas.
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