A pergunta deste subtÃtulo não tem uma resposta certa, e eu não seria maluco de tentar respondê-la com algum número mágico. Proponho, então, mudar a maneira de olhar para a questão: a independência em relação aos pais não pode ser considerada uma atitude de amor e agradecimento?
     Não raro, vejo pais assumirem as despesas dos filhos adultos (muitos deles casados, com filhos e mais de 40 anos) simplesmente para que o dinheiro não seja razão de desentendimento e distanciamento. É uma troca aparentemente honesta, feita a partir do simples desejo de ser uma “famÃlia normal e felizâ€, mas com desdobramentos incontroláveis.
     Um bom começo talvez seja parar de fazer tudo o que o(a) filho(a) pede, na hora em que ele(a) pede e do jeito que ele(a) quer. Todos temos que momentos de solidão, problemas para lidar e resolver, bem como dilemas e decisões a serem tomadas. Todos precisamos ter responsabilidades.
    Deixo, portanto, meu convite para que a nova geração de pais não cometa o clássico erro de confundir amor com dependência e amizade com responsabilidade. Pais precisam amar seus filhos, ensinando-lhes princÃpios e valores associados ao trabalho, resiliência, persistência, curiosidade e compaixão.
     Que tenhamos menos pais do tipo “melhores amigos†e mais pais de verdade. Ou isso ou continuaremos presenciando filhos transformando seus pais em eternos provedores, criando neles a sensação de que nunca foram pais suficientemente bons, o que machuca muito a alma e o bolso desses pais – e eles não merecem isso!